terça-feira, 16 de agosto de 2011

«Educação» - Férias de Verão… na escola


Por estes dias as aulas de culinária, artes manuais ou inglês ocupam miúdos dos 6 aos 14 anos na EB 2, 3 de Moimenta da Beira. Pode parecer fora do normal passar as férias dentro do recinto escolar, mas o certo é que estas são as férias mais culturais oferecidas pela autarquia. E os miúdos até gostam.

A razão para um programa que até inclui prevenção rodoviária e saúde é simples: “diversificar ao máximo as actividades e motivar as crianças para temas diferentes”, explica Goreti Quelhas, uma das professoras, que monitoriza os ateliês de expressão plástica.

Mas, porque férias são férias, o essencial é “nada de obrigação e mais diversão”, ou seja, “deixa-los fazer o que gostam e ao ritmo deles”, diz a docente.

Todos os dias a média de crianças que participam nas actividades ronda uma dúzia. David, 9 anos, é uma delas. Já aprendeu a fazer brigadeiros, a tocar acordeão e órgão, mas aquilo que mais gostou foi “ir à piscina”.

As férias culturais, que terminam no dia 26 deste mês de Agosto, realizam-se pela primeira vez este ano mas a intenção é repeti-las nos próximos verões.


Fonte: CM Moimenta da Beira

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

«Divulgação» - 12 Agosto, Dia Internacional da Juventude





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«Cinema» - Cartaz Agosto 2011


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«História da Nossa Terra» - Vestuário de antanho (os pastores)

Desde tempos muito remotos o Homem sentiu necessidade de se cobrir e agasalhar. Começou a criar, por conseguinte, a partir de folhagem e peles de animais as peças de vestuário de que necessitava. Com a evolução das sociedades humanas foram surgindo novos hábitos e costumes deixando o vestuário de constituir apenas uma necessidade básica para se tornar um meio de afirmação pessoal no contexto dessa mesma sociedade. Ontem mais do que hoje o trajar espelhava as possibilidades económicas dos indivíduos de uma comunidade.

O trajo acompanhou a evolução da sociedade através dos tempos e a moda tornou-se uma indústria altamente rentável. Se o advento da era industrial trouxe consigo a produção em escala e o pronto-a-vestir que teve como consequência a uniformização do modo de vestir em detrimento dos costumes locais.

A fotografia é indubitavelmente uma das fontes documentais mais importantes para quem lograr conhecer com algum rigor os usos e costumes no período que medeia entre o século XIX e o século XX. Porém, o aparecimento da fotografia coincide com a industrialização dos processos de produção que levaram a uma inevitável alteração de hábitos e a uma padronização cada vez maior no modo de vestir, com excepção do mundo rural que foi resistindo a essa evolução.

Os trajos de antanho são património material, mas a sabença popular que lhe está na retaguarda faz parte de um património imaterial que importa da mesma maneira recuperar, preservar e divulgar. O trajo popular é o modo mais ou menos generalizado de vestir (conjunto de peças de roupa, calçado e adornos), dos indivíduos que compõem o agregado de uma dada comunidade, num determinado tempo. Para a apreensão do trajar é pois imprescindível atentar no tempo e no espaço que o produziram. E conseguimos perceber essas referências quanto mais estivermos conscientes de que elas advêm de quadros mentais, espirituais, valorativos, estéticos, filosofias de vida e comportamento e os recursos materiais existentes. O trajo é dos temas de estudo que mais varia no tempo e no espaço e muito embora existisse um modelo geral comum de determinada localidade ou região a verdade é que existiam também influências pelo contágio com outros trajos oriundos de outras culturas. Os alfaiates e as costureiras, as bordadeiras e as tecedeiras, bem como os indivíduos a quem se destinavam as peças, imprimiam o seu gosto e feição próprios às peças que confeccionavam ou mandavam confeccionar, criando assim variantes de um mesmo trajo local.

Até ao aparecimento da produção em série o vestuário era confeccionado de forma artesanal e, sobretudo nos meios rurais, nem sempre existiam recursos materiais para se poderem adquirir os tecidos necessários à sua confecção, ao contrário do que sucedia com as famílias nobres e abastadas que tinham capacidade para os importar.

Até chegarem aos teares as fibras vegetais eram cultivadas e passavam por um processo de confecção. Já aí, o vestuário, de linho, sorrobeco ou outros tecidos adquiria forma: com cores sóbrias ou garridas, com mais ou menos estopa, consoante a sua finalidade, de acordo com a condição da pessoa que o vestia e ainda com as características do clima ou da função, se destinava ao trabalho ou a ser usado em dia festivo. O mesmo acontecia em relação aos acessórios, incluindo os que serviam para cobrir a cabeça. Enquanto o lenço servia às mulheres da arraia-miúda (as senhoras fidalgas e nobres não o usavam), o trabalhador do campo usava invariavelmente chapéu ou barrete que se ajustava à cabeça, proporcionava conforto e não dificultava os movimentos, possuindo por vezes outras utilidades como a de esconderijo. Quando a temperatura e actividade a que se dedicava o exigia, usava um chapéu de palha com aba larga que, à semelhança do vestuário, era de construção artesanal.

Um dos trajos mais característicos desta região serrana é o trajo de pastores, tal como apresento na imagem (Rancho Folclórico da Casa do Povo de Leomil). Veste o pastor capa de palha de junco entrançada, com amplo cabeção e saia, aberturas laterais para os braços, frentes ajustadas com cordões feitos da mesma fibra. Contém polainas da mesma palha, envolvendo as pernas a partir dos joelhos e atados com cordões no lado de dentro das pernas. Por baixo da capa o pastor veste colete e calças de burel castanho com presilha traseira, camisa de riscado com dianteira e buraco de botão para apertar na calça. Na cabeça chapéu de palha com aba larga e por baixo a usual carapuça de lã. Calça tamancos de revirar de amieiro, com testeiras de ferro, e meias de lã. Usava varapau robusto de tamanho até ao nariz e lampião de lata movido a azeite. Ocupava-se a fazer flautas com pau de sabugueiro. A capa de palha tem várias designações segundo a região, tendo sido profuso o seu uso no país. É conhecida na nossa região como palhoça mas também é designada de coroça ou croça. A sua feição era em geral igual sendo constituída por cabeção e saia. As fibras do centeio e do junco são entrançadas em sucessivas carreiras (rumal) de modo a obter a forma e as dimensões desejadas. Depois de terminada, a palhoça era penteada com pente de ferro para desemaranhar e abrir as fibras.

Por seu turno, a pastora usa blusa de algodão estampado (chita) com gola redonda, encaixe guarnecido com folho e frentes com carcela abotoada; mangas compridas com punho e nastro de apertar. Saia de burel em tons de castanho e avental de riscado em tons de azul ou preto a acompanhar o seu tamanho. Na cabeça lenço de algodão e a rematar o conjunto capucha de burel pelas costas ou, em tempos de mais invernia, pela cabeça. Calça socos romeiros de amieiro castanhos com brochas de ferro e meias de lã até próximo do joelho. Segura na mão a teiga (cesta) de palha de centeio e silva, contendo o ferrado (leiteira) para o leite. Entretinha-se em determinados trabalhos domésticos como fiar e fazer meias, pelo que levava cesta para a serra. Como roupa interior usava camisa em meio linho rendada nas bordas de um centímetro e saiote em meio linho com alguns folhos, igualmente com rendado de cerca de um centímetro nas bordas e nastro para apertar.

Publicado na última edição do Jornal Terras do Demo

terça-feira, 9 de agosto de 2011

«Protecção Civil» - Moimenta em Risco de Incêndio máximo

Cinco concelhos dos distritos de Viseu, Guarda e Santarém correm hoje um risco de incêndio máximo, enquanto o restante território se divide entre o reduzido e o muito elevado.

Sernancelhe e Moimenta da Beira, em Viseu, Trancoso, na Guarda, e Mação e Sardoal, em Santarém, são os concelhos com risco máximo.

Os distritos de Viseu, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Évora, Beja e Faro tem concelhos com risco muito elevado e elevado, enquanto os distritos do litoral acima do de Lisboa apresentam um risco moderado a reduzido.

Fonte: Visão.pt e meteo.pt

«Evento» - I Feira de caça da Nave (VÍDEO)

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

«Arqueologia» - Breve apresentação das diversas formas de enterramento praticadas durante a Idade Média no concelho de Moimenta da Beira


Sepulturas escavadas na rocha do Covelo I

Para além das inúmeras construções tumulares pré-históricas, é interessante também verificar, no concelho moimentense, as diferentes formas de enterramento praticadas durante a Idade Média[1], nomeadamente sepulturas escavadas na rocha[2], sarcófagos (ou arcas funerárias), estelas discóides (utilizadas como cabeceira e geralmente decoradas com rosáceas, coroas, festões, estrelas, cruzes, siglas, etc.) e tampas (empregadas como cobertura).
Eis a sua distribuição geográfica (quantidade de túmulos):

a)      Sepulturas escavadas na rocha
. Pedrégua, Segões (1)
            . Covais, Peva (4)
            . Portela, Peva (1)
            . Um Santo, Peva (1)
. Fonte dos Lobos (ou) Pulo do Lobo, Ariz (1)
. Penedos, Ariz (3)
            . Laja Velha, Caria (2)
            . Abrengueira, Caria (indeterminada)
. Dajoana, Caria (1)
            . Fonte do Ouro, Caria (1)
            . São Tiago, Caria (indeterminada)
            . Porto, Caria (indeterminada)
. Monte do Coutado, Rua (indeterminada)
. Moita, Rua (indeterminada)
. São Domingos, Rua (indeterminada)
. São João Baptista, Rua (7)
            . Covelo I, Rua (12)
            . Covelo II, Rua (1)
            . Curaceiro I, Vilar (1)
            . Curaceiro II, Vilar (1)
. Igreja Matriz, Vilar (indeterminada)
            . Gaia, Arcozelos (1)
. Senhora da Cabeça, Arcozelos (indeterminada)
. Quinta de São Pedro, Moimenta da Beira (1)
. Abrunhais, Moimenta da Beira (1)
. Santa Bárbara, Castelo (5)
. São Tiago, Leomil (indeterminada)

b) Sarcófagos
. Laje de São João, Rua
. ? Segões

c) Estelas discóides
. Monte do Coutado, Rua
. Rua de São João, Rua
. Calhaus do Diabo[3], Leomil

d) Tampas
. Pedra do Responso, Arcozelos
. Igreja Matriz, Moimenta da Beira

Das diversas formas de enterramento apresentadas (ainda que algumas degradadas e outras o mero apontamento de que existiram), cabe salientar particularmente que as inumações em sepulturas escavadas na rocha e em sarcófagos, ao proporcionarem esqueletos, fornecem-nos um grande número de informações sobre o homem físico desaparecido, as suas características, as suas doenças, a sua posição social, a sua religião, as suas crenças, etc.

Publicado no Jornal Beirão (67.ª edição)



[1] Particularmente entre o século IX e século XIV.
[2] Quer apresentando uma forma não antropomórfica (ovalada, rectangular, trapezoidal), quer manifestando a forma humana.
[3] Existem, contudo, algumas dúvidas quanto à sua funcionalidade, apesar da sua forma a apontar como uma estela funerária.

  
Autor: José Carlos Santos

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

«Divulgação» - IC 26 em consulta pública

Está em consulta pública, desde 25 de Julho e por 30 dias, o Estudo de Avaliação Ambiental Estratégica da Rede Rodoviária Nacional no Douro Sul (IC26 Lamego/Trancoso, com passagem por Moimenta da Beira, traço azul no mapa).

O relatório de proposta de Rede Ambiental e Resumo Não Técnico estão disponíveis no sítio da Internet do Instituto de Infra-Estruturas Rodoviárias (InIR, IP) http://www.inir.pt e também na Câmara Municipal de Moimenta da Beira.

Os interessados deverão apresentar os seus contributos por escrito, dirigidos àquele instituto (Rua dos Lusíadas, nº 9 – 4º Frt, 1300-364 Lisboa) e/ou ao endereço electrónico acima mencionado.
 Fonte: CM Moimenta da Beira

«Curiosidades» - Moimenta nos Caminhos de Santiago

A paragem em Moimenta da Beira é obrigatória. É no posto de turismo da vila que Markus Schlagnitweit precisa de carimbar o passaporte de peregrino, comprovativo da viagem e que lhe valerá mais tarde um diploma, já na cidade de Santiago de Compostela.

O austríaco de 49 anos é apenas um entre tantos que desde o início do ano se têm dirigido ao posto de turismo. Belgas, franceses ou alemães atravessam quase semanalmente Moimenta, uma passagem obrigatória num caminho de fé.

Há 20 dias que Markus entrou no nosso país pelo sul. Desde Vila Real de Santo António vem trilhando, a pé e sozinho, os caminhos em direcção a Santiago de Compostela. Caminhos que milhares de peregrinos percorrem desde há 12 séculos, altura em que foram encontrados os restos mortais do apóstolo São Tiago, ou Santiago, na cidade que desde então se tornou num centro milenar de peregrinação cristã da Europa.

Longe de ser um estreante nestas andanças, este padre católico tem feito caminhadas pelo mundo todo. É assim há 30 anos, desde que as suas férias de verão se resumem a um itinerário espiritual mas que não deixa de ser também cultural. “Fazer o caminho a pé é a melhor maneira de conhecer o país, as pessoas”, afirma, realçando o que mais o surpreendeu no nosso país: a hospitalidade das gentes e a beleza das vilas e cidades amuralhadas.

O percurso, a um ritmo de 25 km por dia, tem servido também para desmistificar a imagem negativa do país associada à crise económica, e Markus tem já uma certeza: “vou recomendar Portugal aos meus amigos”.

Rumo a Santiago de Compostela tem ainda 300km pela frente, mas a distância não o assusta. Este peregrino austríaco já fez o Caminho Francês e o Caminho de Prata. De um modo geral os caminhos que levam à capital da Galiza encontram-se bem sinalizados, por setas de cor amarela, no chão, muros, pedras, postes, árvores, estradas. A maior dificuldade tem sido o asfalto. “Preferia encontrar mais caminhos rurais” afirma, sem contudo se mostrar desanimado perante o desafio que ainda tem pela frente.


Fonte: CM Moimenta da Beira