sexta-feira, 9 de setembro de 2011

«Divulgação» - Fundação comemora Aquilino

A Fundação Aquilino Ribeiro (FAR) assinala na próxima terça-feira, 13 de Setembro, na sua sede em Soutosa, Moimenta da Beira, os 126 anos do nascimento de Mestre Aquilino Ribeiro com um programa que inclui duas conferências sobre o escritor, uma exposição de pintura, um concerto de guitarra clássica e a apresentação da nova imagem da FAR.

A iniciativa pretende relembrar um dos romancistas mais fecundos da primeira metade do século XX, com mais de 70 obras editadas em diferentes géneros, entre romances, ensaios e poesia, que nasceu em Carregal, Sernancelhe (1885), mas cresceu e viveu, por largos período da sua vida, em Soutosa, aldeia de Moimenta da Beira.

A abertura das celebrações, pelas 21horas, caberá aos autarcas de Moimenta da Beira, Sernancelhe e Vila Nova de Paiva que asseguram rotativamente, desde Junho deste ano, e por mandatos de dois anos, a presidência da Fundação. O edil de Moimenta, José Eduardo Ferreira, é o primeiro líder.

Segue-se depois (21h15) um concerto a solo de guitarra clássica por José Dias. E, às 21h30, as duas conferências por dois aquilinianos:: Alberto Correia e António Augusto Fernandes, ambos do CEAR (Centro de Estudos Aquilino Ribeiro, apresentam). O primeiro fala de “Aquilino Ribeiro - Símbolo unificador de um território” e o segundo de “Eros: A Lídima Fonte”.

Durante a homenagem ao escritor vai ser também apresentada a nova imagem da fundação, 23 anos depois da sua criação.

O programa prossegue às 22h35 com a inauguração da exposição “Aquilino … Desconhecido”, composta por telas que mostram uma cronologia da vida e obra do escritor através de textos, ilustrações, fotografias e depoimentos que ilustram diferentes fases da sua vida. E termina com um Demo de Honra, cerca das 22h40.

Fonte: CM Moimenta da Beira

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Jornal Beirão - «1ª Página» - 69ª Edição

(Clique na imagem para melhor resolução)

«GNR» - Detido por suspeita de violência doméstica

Um homem de 55 anos foi detido, pelas 00:50 horas de hoje (dia 7), em Alvite, por suspeita de violência doméstica.
 
A GNR de Moimenta da Beira foi informada que um homem estaria ameaçar a mulher com uma arma de fogo. De imediato a patrulha deslocou-se ao local e, após ter consentimento para entrar na casa, apreendeu uma arma calibre 12 mm e um cartucho do mesmo calibre. O detido vai ser presente hoje a tribunal para primeiro interrogatório judicial.

Fonte: GNR.pt

terça-feira, 6 de setembro de 2011

«Produtos Concelhios» - Desfolhada na Feirinha da Terra

É a primeira “desfolhada” a animar a Feirinha da Terra que este sábado, 10 de Setembro, volta ao Mercado Municipal. Dezena e meia de homens e mulheres do Grupo Etnográfico e Folclórico “Quando os Lobos Uivam”, de Caria, darão vida ao evento, que recupera uma tradição secular dos campos e do trabalho agrícola.

Também o Grupo de Concertinas daquela agremiação marcará presença, dando vida ao espaço que nesse dia receberá a visita de perto de duas centenas de alunos do antigo Externato Infante D. Henrique que se reúnem para mais um encontro anual em Moimenta da Beira.

Para a Feirinha da Terra cerca de três dezenas de pequenos produtores do concelho estão inscritos para venderem em banca o que de melhor as suas hortas produzem. A iniciativa, que nasceu em Março deste ano, tem sido um sucesso. E tem premiado, por sorteio e em cada edição, cinco clientes com vales de compra de 10 euros cada um, valor que tem de ser gasto na feirinha seguinte.

Os últimos cinco premiados foram: Filomena Gomes de Carvalho (Moimenta da Beira); José Luís Soares (Moimenta da Beira); Regina Marta Costa Ambrósio (Vila da Rua); Maria Armanda Paiva (Moimenta da Beira) e Margarida Dias (Moimenta da Beira).

Fonte: CM Moimenta da Beira

«Divulgação» - Jogo de Preparação CDR-Alvite


«Educação» - Abertura do ano lectivo


Perto de 1650 alunos do ensino público, dos quais 197 do pré-escolar, 412 do primeiro ciclo, 251 do 2º ciclo, 368 do 3º ciclo, 317 do ensino secundário, 54 do CEF e 48 dos cursos profissionais do concelho de Moimenta da Beira, regressam às aulas na próxima segunda-feira, 12 de Setembro.

A abertura do ano lectivo 2011/2012 está marcada para as 9h00. Encarregados de educação e alunos do pré-escolar, 1º, 2º e 3º ciclos devem apresentar-se àquela hora nas respectivas escolas. Às 10h30 será a vez dos estudantes dos restantes graus de ensino serem recebidos pelos directores de turma.

Na terça-feira, 13, prosseguem normalmente as actividades lectivas para todos os níveis de ensino, de acordo com o respectivo horário.

No dia seguinte, quarta-feira, 14, será a Escola Profissional Tecnológica e Agrária a abrir portas. São mais de 120 alunos a retomarem as aulas neste estabelecimento de ensino cooperativo que está a comemorar duas décadas de existência. 

Fonte: CM Moimenta da Beira

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

«Agricultura» - Produção da Maçã

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Fonte: PortoCanal

«Cultura» - Exposição de pintor moimentense

A Biblioteca Municipal Aquilino Ribeiro vai receber a partir de segunda-feira, 5 de Setembro, uma exposição de pintura (óleos e aguarelas) subordinada ao tema do Douro, região que foi declarada pela Unesco Património da Humanidade e que encerra a mais antiga região demarcada de vinhos. O artista, Fernando Osório, de 72 anos, é natural de Moimenta da Beira.

A mostra pode ser apreciada até 30 de Setembro, de terça a sexta-feira entre as 9h30 e as 18h00, e à segunda das 14h00 às 18h00. 

Fonte: CM Moimenta da Beira

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

«História da Nossa Terra» - A primeira comunidade cristã luso-romana da freguesia da Rua: a capela de S. João de Vide

A capela de S. João é um templo esbelto que a população da freguesia da Rua não deixou cair por terra. Completamente arruinada há escassos anos atrás, foi alvo de uma reconstrução e recuperação notáveis que a segurarão hirta por mais um punhado de décadas. Erguida na cimalha de uma lomba entre Vide e a Granja dos Oleiros, encontra-se implantada num solo fértil, bafejado por um micro-clima apreciado pelas sociedades do passado, nomeadamente as comunidades romanas, porquanto era propício à germinação de culturas tão importantes como a da azeitona e do vinho. Outrora cidadela, denominado de Arrochela ou Rochela, segundo a tradição oral, este é um espaço abrigado, e muito menos exposto à dureza climatérica de outros existentes do concelho. Os visos são também de molde a pressentir-se aqui uma fixação remota de povos ancestrais. O horizonte é infindo e o vale acentua-se em depressão de anfiteatro, guardado lá no alto pelas serranias que, transpostas, levam o olhar até ao Távora.




Trata-se de uma capela de pedra, caiada, deixando a nu apenas o granito do esqueleto do edifício e a bordadura das pequenas reentrâncias, nomeadamente a porta e janelas. Contém acima da entrada uma inscrição onde se lê MVDADA NO Ã DE 1757 (mudada no ano de 1757). Foi mudada para a distância de um tiro de espingarda, à beira da estrada que ligava Vide a Arcozelo, pelo que bem perto deve haver vestígios do antigo templo. A justificação para a mudança foi o facto de se encontrar degradada e solitária. Tanto a sua reconstrução como a sua reconstituição sofreram naturalmente influências da época, nomeadamente os cunhais, as portas, a cornija. A composição lateral, da qual constam dois nichos encimados por dois orifícios quadrados para ex-votos e ao centro uma cruz granítica, deve datar da mudança da capela.



É possível ainda que nos trabalhos de trasladação se tenha alterado a altura do edifício, assim como a largura do mesmo. Conjectura-se fácil que as características do antigo conjunto arquitectural tenham sido profundamente alteradas, já que as ermidas antigas eram muito modestas. Contudo, é quase certo que as pedras foram todas trasladadas e a reconstrução se fez sem grandes robustecimentos pois se assim fosse uma capela mudada em 1757 não estaria em completa ruína nos anos 50 do século XX como aconteceu.



Dir-se-á, sem reservas, que aqui nasceu Caria de Jusã actual freguesia da Rua, tal é a mescla de épocas históricas remotas a que pertencem os artefactos encontrados nos terrenos cercanejos. Foi aliás esse facto que levou Gonçalves da Costa a afiançar que ter-se-á formado aí a primeira comunidade cristã luso-romana no espaço da actual freguesia. Erguida essa comunidade, foi erguida também uma capela em honra de S. João Baptista, referenciada num epitáfio (inscrição) do ano 589. Dessa lápide que terá sido achada na capela, constava que “Amanda, serva de Jesus Cristo aí falecera em paz nesse ano”. Este, porém, não fora o único “monumentum” (lápide sepulcral com epitáfio) a ser encontrado. No fim do século XVIII, assevera João Romano Torres no seu Dicionário, numa vinha junto a esta capela, foi encontrada uma grande sepultura de pedra muito bem lavrada.



Cimentada a comunidade, ela veio a ser alvo de sucessivas ocupações praticamente até a Idade Média, como comprovam as abundantes sepulturas escavas na rocha, alusivas a esse período, que se encontram nas imediações do espaço onde está implantada a actual capela. Duas delas estão logo na bordadura do caminho, de fronte para uma das faces laterais do templo.



No que concerne aos demais artefactos que têm brotado do solo como as trutas do Távora, contam-se fragmentos de tégulae, tijolos de grossura ancestral, vasos, pesos, um manancial de moedas em vários tipos de metal, entre outros monólitos que denunciam a existência de uma ocupação primitiva remota do local. Alguns deles existem ainda na posse particular onde se espera que sejam guardados e preservados, pois são eles a prova cabal da grandeza cronológica da história desta freguesia da Rua.



Teria sido, portanto, entre Vide e Granja dos Oleiros, que se instalou a primeira comunidade devota a S. João. Daí irradiaria o culto para paróquias criadas posteriormente, nomeadamente a de S. João Baptista de Moimenta da Beira que na sua génese era uma freguesia de Leomil, a qual tinha como cabeça a paróquia de S. Tiago, outro dos santos muito venerados na região, e que fazia calcorrear pelos caminhos romanos da região a chusma de peregrinos que aqui repousavam das jornadas em direcção a Compostela.



A imagem desta capela é muito antiga e foi trasladada para a capela do Espírito Santo de Vide (outrora de S. Sebastião), na altura em que ela se encontrava completamente arruinada. A talha foi vendida na década de 50 pelo pároco da freguesia, não sabe por que quantia nem para que fins! Destino idêntico tiveram outras capelas do concelho. Não acreditou o sacerdote, pelo que se conjectura, que o antigo templo edificado em honra de S. João Baptista 500 anos depois do nascimento de Cristo seria recuperado. A talha que hoje lá poderia estar, bem como a antiga imagem do apóstolo seriam um valor acrescido para a monumentalidade desta freguesia.



Estranhamente esta capela não se encontra em termos físicos orientada para o poente, o que constitui uma particularidade a assinalar, a qual reforça a ideia de que foi para aqui trasladada ou mudada de outra localização, tal como alude a já supracitada inscrição. No que respeita à celebração e importância do S. João para a povoação de Vide, fica a referência histórica de que nesta aldeia se realizava uma feira mensal dita de S. João.



Sabe-se que em 9 de Junho de 1753 apesar de já não estar em boas condições foi a casa onde Rodrigo Guedes de Vasconcelos, mestre de campo da comarca de Lamego, contraiu matrimónio com D. Margarida Joaquina Peregrina Botelho de Meneses, da freguesia dos Anjos, Lisboa, já viúva de Álvaro José Pereira de Quadros Borralho.