terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

«Notícia» - Mais um atleta da Escola de Andebol de Moimenta da Beira num clube grande

Formou-se e aprendeu a jogar na Escola Prática de Andebol (EPA) de Moimenta da Beira, onde estava desde os seis anos de idade. Agora, aos 15, David Soares mudou-se para os Juvenis/Juniores do Futebol Clube do Porto (FCP), apesar de ser ainda Iniciado.

Ele tem todas as condições para ir longe. Sempre foi um atleta talentoso, trabalhador e perspicaz e, por isso, andava já a ser observado pelo FCP”, testemunha Jorge Proença, presidente da EPA.
David Soares não é o primeiro atleta formado na Escola de Andebol de Moimenta da Beira a rumar para um clube grande. Antes dele, já Carlos Martins, João Santos e Ricardo Magalhães tinham feito percurso idêntico.
João Santos está neste momento no Arsenal de Braga (sénior), da primeira divisão nacional; Ricardo Magalhães no ABC de Braga (júnior/sénior), também da primeira divisão nacional, e foi chamado à seleção nacional; e Carlos Martins, igualmente no ABC de Braga (sénior), é jogador de seleção nacional.
Fonte: RuaDireita.pt

domingo, 25 de fevereiro de 2018

«Agricultura» - Duas Barragens para a Regadio e...Já!

O município de Moimenta da Beira reclama a construção de duas barragens de regadio para servir os pomares da região. José Eduardo Ferreira sustenta que esta é uma “exigência” que tem de ser cumprida e critica o facto do Governo estar a esquecer o resto do país em detrimento do Alqueva no que diz respeito a este tipo de infraestruturas.
“É essencial para Moimenta e para região continuar com a produção da maçã mas não o conseguimos fazer se não tivermos um regadio em boas condições”, sustenta o autarca socialista. Por isso, afirma, “vamos ter de construir as duas barragens e queremos já”.
Localizadas nos lugares da Nave e Boavista, os dois equipamentos foram pensados para abrangerem todas as manchas do concelho.
A autarquia diz que já existe um estudo prévio, que está a fazer o seu caminho, mas o que falta é mesmo “a decisão política”.
“Não podemos adiar mais este investimento. O regadio em Portugal não pode continuar a ser sinónimo de Alqueiva e o resto do país também tem direito e se já assim era fruto do aumento muito significativo das plantações de pomar, mais assim é quando temos anos extremamente secos”, refere José Eduardo Ferreira.
Segundo o autarca, o regadio é crucial para o desenvolvimento desta região. “É um investimento que gostaríamos de ver contemplado no que tem vindo a ser anunciado pelo Governo”, conclui.
Fonte: CMMB

«Divulgação» - Um texto novelístico de Aquilino Ribeiro que cita Aldeia de Nacomba

Em “Caminhos Errados”, livro de novelas/contos que Aquilino Ribeiro escreveu e publicou em 1947, encontra-se, a páginas tantas, um belíssimo texto da vida ‘desgraçada’ de dois irmãos invisuais de Aldeia de Nacomba, um povoado à beira de Moimenta da Beira. O retrato que o mestre traça dos irmãos gémeos “e feridos desde nascença de gota serena, (que) iam de povo em povo cantando e tocando, ele rabeca, ela violão”, vale não apenas pela suprema valia literária de Aquilino, aqui confirmada, mas também pela incursão geográfica que, neste excerto novelístico, faz às portas da vila de Moimenta. É que o foco da obra do mestre, mesmo aquela autobiográfica, anda quase sempre lá pelo cimo da serra, muito raramente desce às suas faldas.
O conto, ou um excerto dele, vem no capítulo intitulado “Salamaleque” e começa assim: “Dos nove aos onze anos, o José Pais foi moço de cego. Sua mãe, que estava carregada de filhos e não tinha um palmo de terra onde cair morta, dera-o por uma malga de feijões para os dois manos da Aldeia de Nacomba, que andavam no peditório. Aprendeu a moina... e disse. Eram uma gente cainha de todo, dobrados sobre a própria miséria, tão futres que, tantos dias que passou com eles, nem uma carapuça lhe compraram.
Gémeos e feridos desde nascença de gota serena, iam de povo em povo cantando e tocando, ele rabeca, ela violão. Armavam nos largos e à boqueira dos pátios a zanguizarra, e recolhendo o cinco reizinhos aqui, o coirato acolá, uma côdea nesta porta, duas cebolas naquela, lá iam acalentando os dias.
O José Pais carregava com o bornal e guiava-os pelos tortuosos caminhos de Cristo, tendo cuidado que não tropeçassem nas pedras ou metessem os pés nos charcos. Marchavam em bicha como se fossem engatados: o moço na dianteira, descalço e roto; o cego, de tabardo de burel, a mão no ombro do moço; a cega, de vasquinha escarlata, a mão no ombro do irmão e instrumento para as costas, tal o escudo dum peltasta.
No estio esta vida airada não era a pior de todas. Sempre havia que imolar, pomos e cachos em suspensão dos taludes, o fundo das caçoilas a varrer pelas malhadas e os restos dos farnéis pelas romarias. O José Pais, sacudido para fora do regaço materno superpovoado, como sucede nos ninhos de certas aves quando os filhos são muitos, tirava o ventre de misérias. A melhor bocada, de resto, ia ao direito para o fole do gato, que ali era ele, o lazarilho, tão ágil de garra como ladino de olho.
— Que deram em casa da senhora Micas brasileira? — perguntava o cego.
— Duas dentadas de broa tão rijas que só o Diabo as pode tragar.
— Deixa ver, menino...
O José Pais afundia a mão no taleigo e, como lá houvesse de tudo, apartando o pão fresco e folhado, arrancava o pedaço mais bolorento e empedernido.
— Já não há caridade! — gemia o velho.
Rodando para outra porta, não cessava de rosnar:
— Quanto mais santanários, mais fonas. Se Cristo tornasse a este mundo, morria de larica!

Pernoitavam a talhe de mão, umas vezes nos cabanais quentes dos poviléus, outras vezes, surpreendidos pelo temporal, nas cortes da serra de mistura com o gado. Altas horas, o José Pais erguia-se do grabato, muito sorrateiro, e a rastos como a jiboia chegava-se às cabras.

Assim que palpava um úbero bem repleto, punha-lhe os beiços e sugava, sugava até à última gota. Depois desse, outro. Voltava à cama refarto, a cheirar-se ele próprio a menino de mama, pesadão, para mergulhar numa soneira de que só acordava aos safanões.
Os cegos sabiam trovas de todo o género, umas que faziam rir, outras chorar. Cantavam o rimance do sapateiro que fora entregar a obra aos fregueses e à volta apanhara a mulher a cear com um frade, e as bocas escancaravam-se até às orelhas e as risadas caíam das queixadas, estrepitosas como espadanas em cima do linho. Mas lá vinha a história do filho a quem a amiga pediu o coração da mãe, se queria dormir com ela, e os olhos vidravam-se de lágrimas.
O José Pais gostava pouco daquelas cantorias. A voz dos dois cegos, como se fizesse coro com as órbitas revolcando-se brancas, vazias e absurdas nas capelas ramelosas, soava a outro mundo. Parecia-lhe ouvir o acompanhamento dos defuntos no traço da porta dos cemitérios. Tinha também a plangência dos ralos que cantam de noite debaixo da terra. Estava morto por despegar.
Um dia, o cego apanhou-o enliçado no sono e passou-lhe revista aos bolsos. No fundo da algibeira das calças, dentro dum trapo, encontrou-lhe o tesoiro, dinheiro escamoteado moeda a moeda, desde o primeiro dia. Enquanto o sujeitava contra o solo com a mão esquerda, com a direita zurziu, zurziu sem dó nem piedade. A cega, em vez de lhe valer, açulava o algoz:
— Mata, mata-me esse ladrão!
No mesmo dia abalou. Estava farto da bordoada, daquela macarena azarenta, dos padre-nossos dos cegos entremeados de pragas: oxalá que vos caia a casa em cima e vos esborrache a todos! Que ainda hoje comam lume no inferno! da vida de cão, umas vezes molhado até o umbigo, outras a estorricar com a soalheira.
Pois que a mãe o não queria em casa — todas as tetas duma porca não chegavam para os irmãos, cada um de seu pai — foi procurar amo.
Ajustou-se na azenha dum moleiro que tinha fama de mau e ladrão”.
Fonte: CMMB

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

«Notícia» - Bombeiros Voluntários de Moimenta da Beira reforçam frota

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Moimenta da Beira adquiriu duas novas viaturas de combate a incêndios florestais. Uma financiada pelos fundos comunitários e outra adquirida com verbas da corporação. 
Com o aumento da frota, “a capacidade de intervenção sai reforçada”, sustenta o comandante dos Bombeiros, José Alberto Requeijo. Assim, passou para 14 o número de veículos de combate a incêndios. Os de tipologia de ambulância são 16. Um total de 30 veículos para 74 operacionais.
As duas novas viaturas, pesadas, de combate a incêndios, já estão ao dispor da população no quartel dos bombeiros. Tudo no ano em que a corporação moimentense comemora nove décadas de existência. Foi fundada a 28 de dezembro de 1928. “Vamos começar a trabalhar no programa que celebrará a efeméride”, revela o comandante.
Fonte:CMMB

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

«Divulgação» - Dia Internacional da Mulher comemorado com caminhada pelas margens da Albufeira do Vilar

Uma caminhada comemorativa do Dia Internacional da Mulher vai realizar-se ao longo do rio Távora, num percurso aproximado de cinco quilómetros sempre à beira rio, cujas águas formam a elegante Albufeira da Barragem de Vilar, no concelho de Moimenta da Beira. O passeio, organizado pela Câmara Municipal, acontecerá na tarde do dia 10 de março, um sábado, e as inscrições estão abertas, até ao dia anterior, no Pavilhão e Piscina Municipal, no Balcão Único de Atendimento ou através do email: desporto@cm-moimenta.pt ou do contacto telefónico: 935 520 110.

Mas o programa que celebrará a efeméride inclui ainda, depois da caminhada, uma aula em grupo no Parque de Campismo da Barragem de Vilar e a garantia do transporte da sede de concelho até à meta de partida (e regresso). Tudo gratuito!

Programa
10 março (sábado)
15h00 – Encontro no Pavilhão Municipal (transporte gratuito)
15h30 – Caminhada na Barragem de Vilar
17h00 – Aula em grupo no parque de Campismo


«Notícia» - GNR deteve seis pessoas por tráfico de droga durante rave

A GNR anunciou esta quarta-feira ter detido por tráfico de drogas seis pessoas, com idades compreendidas entre os 19 e os 55 anos, durante um evento musical noturno realizado em Sernancelhe, Viseu. 

Segundo a GNR, os cinco homens e uma mulher foram detidos no sábado e no domingo, pelo Destacamento Territorial de Moimenta da Beira. 

"No âmbito de uma operação especial de prevenção criminal, que incidiu sobre um evento noturno de música, vulgo 'rave', foram apreendidas 173 doses de haxixe, duas doses de cocaína, dez doses de anfetaminas (MDMA) e duas doses de liamba", refere a GNR. 

A GNR acrescenta que foram ainda identificadas mais cinco pessoas e elaborados os respetivos autos de ocorrência por consumo de estupefacientes. Os seis detidos foram constituídos arguidos e ficaram com termo de identidade e residência.
Fonte: Correio da Manhã

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

«Notícia» - Dois feridos em estado grave em Moimenta da Beira

Esta terça-feira, 20 de Fevereiro, às 17h20 ocorreu um acidente de viação, na povoação de Baldos, na EN 323 ligação Moimenta da Beira – Tabuaço.

A colisão entre um pesado de mercadorias e uma viatura mista de passageiros, provocou dois feridos em estado grave.

O Centro Distrital de Operações e Socorro de Viseu, confirmou à Alive Fm, que os dois feridos foram transportados para o Hospital de Viseu.


No socorro estivaram os Bombeiro Voluntários de Moimenta da Beira, com 13 operacionais apoiados por 5 viaturas e também a viatura SIV, Suporte Imediato de Vida de Moimenta da Beira.
Fonte: Alivefm.pt

«Política» - Assembleia Municipal chumba reuniões descentralizadas

A coligação Unidos pelo Futuro, do CDS-PP e do PPM, viu chumbada a proposta de descentralizar as reuniões da Assembleia Municipal em Moimenta da Beira, com os votos contra do PS e a abstenção do PSD e do movimento independente Vai Acontecer.
A iniciativa dos deputados municipais da coligação, representados pelo CDS, foi justificada pela necessidade de haver “maior proximidade entre aquele órgão e os eleitores das 16 freguesias” do concelho e por ser uma medida que “pretendia aumentar a participação na vida política do concelho, dado que na parte inicial das reuniões poderia ser debatida a realidade da freguesia na qual se realizaria” cada sessão da Assembleia.
O líder parlamentar da Unidos pelo Futuro, Fernando Trinta Lopes, lamenta a “incompatibilidade regimental” que levou os outros partidos com assento na Assembleia Municipal a rejeitarem a proposta dos democratas-cristãos e defende que a democracia “ganha outra dimensão” com a participação dos cidadãos de Moimenta da Beira e a transparência da “forma como se tomam as decisões”. 
Fonte: jornaldocentro.pt

domingo, 18 de fevereiro de 2018

sábado, 17 de fevereiro de 2018

«Saúde» - Governante cria Equipa de Cuidados Continuados Integrados

Foi uma cerimónia com um ganho inesperado. O momento era apenas para a assinatura do protocolo do “Projeto-piloto: Médicos Dentistas nos Centros de Saúde”, que em Moimenta da Beira já funciona há alguns meses, com enorme sucesso. Mas no discurso informal, aproveitando a presença do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, o presidente da Câmara fez um pedido: a criação de uma Equipa de Cuidados Continuados Integrados (ECCI) no Centro de Saúde. O autarca pediu e o governante aceitou, comprometendo-se ali mesmo a dar corpo à solicitação até ao fim deste mês de fevereiro. Um ganho inesperado conseguido esta sexta-feira, 16 de fevereiro, em Moimenta da Beira.
A ECCI é uma equipa multidisciplinar da responsabilidade dos Cuidados de Saúde Primários (e das entidades de apoio social) para a prestação de serviços domiciliários, decorrentes da avaliação integral, designadamente de cuidados médicos, de enfermagem, de reabilitação e de apoio social, ou outros, a pessoas em situação de dependência funcional, doença terminal ou em processo de convalescença, com rede de suporte social, cuja situação não requer internamento mas que não podem deslocar-se de forma autónoma.

A garantia dada agora pelo governante para o avanço da criação de uma equipa com estas caraterísticas, a funcionar em rede no concelho de Moimenta da Beira, é de capital importância para uma faixa da população que vai necessitar desses serviços multidisciplinares.
Já sobre o gabinete de medicina dentária, que funciona em pleno desde setembro do ano passado com um médico dentista em permanência, cujo protocolo foi agora assinado, um sublinhado para o sucesso do serviço que atendeu até dezembro cerca de 300 utentes do concelho inscritos no Serviço Nacional de Saúde, em mais de 520 consultas. Tudo graças ao empenho da autarquia, que criou as condições imprescindíveis para o seu exercício, designadamente adquirindo todo o equipamento necessário ao funcionamento do gabinete.

A assinatura do protocolo, que contou com a presença do Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (Orlando Silva); do Presidente da ARS Norte (Pimenta Marinho); e do Diretor do ACeS Douro Sul (Rui Dionísio), além do Governante (Fernando Araújo) e do Presidente da Câmara Municipal de Moimenta da Beira (José Eduardo Ferreira), decorre da fase de alargamento nacional do projeto-piloto de integração de médicos dentistas nos cuidados de saúde primários do Serviço Nacional de Saúde (SNS), medida que a autarquia de Moimenta da Beira apoiou desde o início de forma entusiástica.

O alargamento faz parte do programa do Governo, que estabelece como prioridade, expandir e melhorar a capacidade da rede dos cuidados de saúde primários, através, designadamente, da ampliação da cobertura do SNS na área da saúde oral, considerada fundamental para recuperar a centralidade nos cuidados de proximidade, diferenciando a sua capacidade resolutiva e aumentando a confiança dos utentes neste nível de cuidados, nomeadamente em áreas onde tem existido menor investimento.

“Todos os utentes do concelho do SNS têm acesso ao médico dentista de uma forma integrada com outros profissionais de saúde a exercer a profissão, particularmente a população economicamente mais desfavorecida”, sublinha José Eduardo Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Moimenta da Beira.
Fonte:CMMB