segunda-feira, 30 de abril de 2018

«Divulgação» - “O Lobo Ibérico em Portugal”, exposição que Moimenta da Beira mostra pela primeira vez

É uma mostra única e incomparável sobre o Lobo Ibérico em Portugal que o público português vai ver pela primeira vez em Moimenta da Beira. Depois, vai andar em itinerância pelo resto do país. A inauguração é na próxima quinta-feira, 3 de maio, às 14h30, no átrio da Câmara Municipal, onde permanecerá até dia 30 daquele mês. A mostra arranca em Moimenta da Beira pela importância do concelho como último reduto do lobo ibérico a sul do Douro. É que na serra de Leomil vive a mais importante e estável alcateia desta região do país.

São sete expositores, em formato gigante, que vão ocupar o espaço inteiro do átrio dos Paços do Concelho, que têm por base o trabalho de vários anos do fotógrafo de natureza João Cosme. As fotos transportam-nos para paisagens de grande beleza e situações de rara “intimidade” do lobo no seu habitat natural e são complementadas com textos informativos sobre a espécie e o seu habitat (em português e inglês).

A exposição procura divulgar vários aspetos da realidade desta espécie emblemática da fauna nacional e também o trabalho da Associação de Conservação do Habitat do Lobo Ibérico (ACHLI) ao longo dos anos, na conservação do seu habitat.

Fica uma breve explicação científica: O lobo (Canis lupus, Linnaeus 1758) é um mamífero da família dos canídeos. Carnívoro de grande porte, apenas ultrapassado na Europa pelo urso pardo, é o canídeo selvagem de maiores dimensões da atualidade. O lobo ibérico (Canis lupus signatus Cabrera 1907) é a subespécie endémica da Península Ibérica. Em Portugal possui o estatuto de conservação de espécie “Em Perigo” (EN) sendo considerada prioritária. No início do século XX o lobo ibérico era relativamente comum e ocupava diversos territórios de norte a sul de Portugal. Atualmente este canídeo tem uma distribuição muito mais reduzida (aproximadamente 20 400 km2) que compreende apenas a região a norte do rio Douro e uma área mais reduzida a sul deste rio, região centro norte, dando origem a duas subpopulações. De uma forma genérica, a espécie ocorre em áreas montanhosas destas regiões, refletindo uma menor densidade populacional humana e atividade agrícola pouco intensiva nestes locais.
Fonte: CMMB


domingo, 29 de abril de 2018

«Desporto» - Resultados AF Viseu

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«Notícia» - Comemorações do 25 de Abril. “Não regionalizar o país viola princípio constitucional”

“Mas porque é que ainda não se avançou com a regionalização do país?”. A interpelação foi feita por Manuel Carvalho, jornalista, ex-subdiretor e diretor adjunto do jornal Público, que esteve em Moimenta da Beira, a convite da autarquia, a participar nas cerimónias oficiais de comemoração do 44º aniversário do 25 de Abril, onde falou sobre “A descentralização e os seus fantasmas”.
Regionalista convicto, acusou os vários governos de violarem a Constituição Portuguesa por não terem ainda avançado com a criação das regiões administrativas. “O que se tem vindo a fazer e o que se está aí a preparar é a municipalização, medida positiva, mas que de descentralização não tem nada e de regionalização ainda menos”, advertiu Manuel Carvalho, afirmando que o país “continua a centralizar-se cada vez mais”, um modelo apenas seguido pelas nações menos desenvolvidas. “Portugal e a Grécia são os estados europeus mais centralizadores e isto é revelador”, lamentou, lembrando que “já Alexandre Herculano, no século XIX, dizia que a decadência de Portugal se devia ao roubo de poderes feito pelo estado central aos municípios”. Municípios que, apesar de tudo, “têm tido um papel notável no desenvolvimento do país”, defendendo que o Poder Local “foi uma das conquistas maiores do 25 de abril de 1974”. “Com pouco fazem muito mais que o Estado Central”, disse o jornalista, referindo-se à obra das autarquias. “Gastam menos e fazem mais, por isso, é absolutamente essencial que sejam criadas as regiões administrativas”.
A mesma tese foi também defendida por José Eduardo Ferreira, presidente da Câmara Municipal. “Decidir à distância não dá bons resultados”, avisou, declarando que “a regionalização/descentralização é um desígnio central do país, não só dos municípios”. Mas alertou que o processo deve ser tratado e discutido com o envolvimento de todos os municípios, aproveitando para criticar as cimeiras que o Governo tem promovido com as Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto. “Elas não podem decidir por nós. O Governo tem é que discutir connosco a descentralização do país”. E a discussão, refere o autarca, tem de ser feita sempre à volta da coesão territorial. “Sem coesão territorial o país nunca se tornará competitivo e será sempre pobre, aprofundando as assimetrias regionais ”, preveniu.
Alcides Sarmento, presidente da Assembleia Municipal, e José Manuel Andrade Ferreira, em representação da bancada social-democrata, discursaram também, vincando o papel histórico ativo e empenhado (e decisório) que as autarquias tiveram no progresso do país. “Persistem muitos problemas, como os da demografia e coesão territorial, mas registaram-se avanços admiráveis”, recordou Alcides Sarmento. “Celebramos o 25 de Abril com orgulho, mas a democracia nem sempre foi bem tratada”, referiu o representante do PSD, lembrando a corrupção instalada, os processos que se arrastam nos tribunais, o fosso que existe entre o litoral e o interior. “Há desigualdades gritantes. Abril tem de se cumprir todos os dias”, enfatizou.
As cerimónias oficiais decorreram em frente aos Paços do Concelho, primeiro, e depois no Salão Nobre. No exterior houve o passeio do Pedaladas – Clube de Cicloturismo, a deposição de flores no conjunto escultórico que simboliza o 25 de Abril, o içar das bandeiras e a guarda de honra pelos Bombeiros Voluntários, momento sempre belo, mas este ano ainda mais bonito porque houve a primeira apresentação pública da escola de infantes e cadetes.
Fonte: CMMB

quarta-feira, 25 de abril de 2018

«Notícia» - BE questiona Governo sobre atraso na construção do IC26


O Bloco de Esquerda (BE) anunciou hoje que questionou o Governo, através da Assembleia da República, sobre a construção do Itinerário Complementar número 26 (IC26), considerado importante para a redução das barreiras geográficas entre litoral e interior.

"Como avalia o Governo os atrasos sucessivos na construção do IC26? Que medidas concretas pretende o Governo aplicar e que investimentos se encontram previstos para a construção do IC26?", referem os deputados do BE Heitor de Sousa e Paulino Ascenção, numa pergunta dirigida ao Ministério do Planeamento e das Infraestruturas.

O BE também quer saber "quais os prazos e que cronograma existe para a conclusão do IC26" e se está o Governo em condições de fornecer o calendário de execução das diferentes fases da programação da obra.

Segundo os deputados, o interior do país tem sofrido, ao longo de várias décadas, "sucessivos esquecimentos por parte das políticas nacionais, apresentando um nível de investimento público notoriamente insuficiente".

Um dos casos que retrata a situação é a construção do IC26, um itinerário previsto no Plano Nacional Rodoviário e pensado para começar em Amarante (IP4), passando pela Régua, Lamego, Tarouca, Moimenta da Beira, Sernancelhe, com término no IP2, em Trancoso, referem.

No documento, é explicado que a construção deste itinerário "permitirá reduzir o isolamento" de todas as populações abrangidas, contribuindo "para a redução das barreiras geográficas entre o litoral e o interior".

O BE lembra que, de acordo com o secretário de Estado das Obras Públicas em funções aquando a decisão da construção do IC26, Paulo Campos, o itinerário "deveria estar concluído até final do ano de 2010" e encontrava-se em "estudo/construção" no final de 2011, segundo o ex-Instituto de Infraestruturas Rodoviárias (INIR).

"Existiu adicionalmente um Estudo de Avaliação da Rede Rodoviária Nacional, promovido pela ex-Estradas de Portugal, S.A., relativo aos impactos ambientais da rede rodoviária do Douro Sul, entre Lamego e Trancoso, mas cujos resultados não são de conhecimento público", apontam.

E apesar dos compromissos anunciados sobre a construção do IC26, bem como os estudos realizados por várias entidades, "não foram ainda tomadas decisões efetivas para se avançar com a concretização deste projeto", situação considerada "absolutamente inaceitável" por Heitor de Sousa e Paulino Ascenção.

O Núcleo de Lamego do BE emitiu um comunicado sobre o assunto, através do qual se mostra solidário "com as reivindicações das populações e dos autarcas a norte do distrito [de Viseu], que têm vindo a público apelar à construção do IC26".

Segundo a estrutura partidária, a construção do itinerário "tem vindo a ser sucessivamente protelada sem direito a qualquer tipo de justificação".

"É do nosso entendimento que esta via rodoviária permitirá reduzir o isolamento de todas estas populações, contribuindo para a redução das barreiras geográficas entre o litoral e o interior e que se deve constituir, portanto, como uma prioridade do Governo", conclui.
Fonte: DN.pt

segunda-feira, 23 de abril de 2018

«Divulgação» - Festas em honra de S. Torcato, em Cabaços, Moimenta da Beira, o santo do chapéu milagreiro

É já este fim-de-semana que aí vem (28 e 29 de abril) e no próximo (5 e 6 de maio) que em Cabaços, Moimenta da Beira, se realizam as festas em honra de São Torcato, romaria grande, uma das maiores e mais tradicionais da região, que ganhou fama maior por causa do chapéu ‘milagreiro’ do santo que os devotos acreditam que concede graças.

É que segundo a crença popular, colocar o chapéu de S. Torcato ‘cura’ dores e doenças da cabeça, do peito e dos membros. A tradição, assistida por mordomos ou ‘mesários’, consiste em retirar o chapéu da imagem do santo para o colocar, por instantes, na cabeça dos devotos, homens, mulheres e crianças que se ajoelham junto do altar da sagrada imagem.

Os festejos dos dois fins-de-semana repartem-se pelas duas capelas do Santuário de S. Torcato (o Velho e o Novo) e pela Igreja Matriz de Santo Adrião, padroeiro da freguesia.

À margem do programa destaque ainda para a 6ª Concentração de Telescópios de Moimenta da Beira que, na noite de 12 para 13 de maio, inclui observações noturnas do céu no monte do Santuário, iniciativa do Clube das Ciências da Escola Secundária de Moimenta da Beira com o apoio da Câmara Municipal.

PROGRAMA
28 abril
22H00 - Grupo AS BAND
24H00 - Fogo-de-artifício

29 abril
07H00 - Alvorada
08H00 - Chegada da Banda Musical de Pocariça
11H00 - Eucaristia (transmitida pela Rádio Riba Távora)
15H00 - Majestosa procissão

5 maio
22H00 - Banda LM

6 maio
14H30 - Procissão (desde a fontinha até ao santuário)
Eucaristia
16H00 - Banda Arco Irís (tarde convívio com leilão)

12/13 maio
6ª Concentração de Telescópios, com observação noturna do céu


domingo, 22 de abril de 2018

«Desporto» - Resultados AF Viseu

Divisão de Honra

Resultados:



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Próxima Jornada:
Fonte: ZeroZero.pt

sábado, 21 de abril de 2018

«Vídeo» - Mestre Zé, poeta popular, vendedor de ovos e outras coisas mais, fala de si e de Aquilino Ribeiro

Quem não se lembra de Mestre Zé?

Personagem fascinante de Soutosa, poeta popular, declamador de improviso de poesia cheia de sentido, contador de histórias, vendedor de ovos porta-a-porta e outras coisas mais, é aqui revisitado num documentário portentoso sobre a amizade de décadas entre ele e o escritor Aquilino Ribeiro. Recordando uma história de companheirismo e vivências comuns, Mestre Zé fala também da história de Portugal nessa época, e daquilo que pensava em relação ao momento do país de então (1975).
 

«Divulgação» - Comemorações dos 44 anos do 25 de Abril

Uma manhã de celebração ao feito histórico, ocorrido há 44 anos, que derrubou a ditadura em Portugal e devolveu a esperança, a dignidade e a liberdade à população. O programa das comemorações vai desenvolver-se a partir das 9 horas do dia 25 de abril e é extensivo à participação de toda a população.
Programa
09h00 – Sons de Abril
(sonorização ambiente junto aos Paços do Concelho)
09h30 – Passeio do 25 de Abril
organização do Clube de Cicloturismo Pedaladas e da Junta de Freguesia de Moimenta da Beira
(início em frente aos Paços do Concelho)
11h00 – Concentração nos Paços do Concelho
Içar das Bandeiras e Hino Nacional com guarda-de-honra pelo Corpo de Bombeiros Voluntários de Moimenta da Beira
11h30 – Sessão Solene comemorativa do 44º Aniversário do 25 de Abril
Assembleia e Executivo Municipais
Comunicação “A descentralização e os seus fantasmas”, por Manuel Carvalho, jornalista, ex-subdiretor e diretor adjunto do Público e seu atual redator principal
(à saída atuará o Grupo de Cantares dos Funcionários da Câmara Municipal de Moimenta da Beira)
12h45 – Visita à Associação Lobos Uivam


quinta-feira, 19 de abril de 2018

«Arquivo» - Vídeo de 1965 mostra povo de Moimenta da Beira e inauguração da Barragem de Vilar

Há 53 anos, a propósito da inauguração da Barragem de Vilar (28 de abril de 1965), a RTP fez a cobertura da deslocação de Américo Tomás, então Presidente da República, a Moimenta da Beira, e depois à infraestrutura hidroelétrica do Vilar. 

O momento é agora aqui recordado com imagens da receção popular na vila de Moimenta da Beira (sem som) e do descerramento da placa inaugurativa na ponte da Barragem de Vilar. O discurso oficial (com som), esse seria feito em Tabuaço. O vídeo abre com a passagem do ex-chefe de estado por Vila Nova Paiva e fecha com a sua visita em Lamego.
Era um período obscuro que Portugal vivia, em plena ditadura de Oliveira Salazar, mas vale sempre a pena reviver a história e recordar pessoas, pessoas que aparecem no vídeo, muitas delas já desaparecidas.

Fonte: CMMB

«Arquivo» - Moimenta da Beira e Porto da Nave em vídeo da RTP de 1968

Em junho de 1968 a imagem de Nossa Senhora de Fátima, em cima do carro dos bombeiros de Moimenta da Beira, era benzida pelo Bispo da Diocese de Lamego (D. João da Silva Campos Neves) no adro do Convento das Freiras. Aqui, entre outras pessoas, reconhecem-se o Padre António Benta da Guia (então com 46 anos), o ex-presidente da Câmara Municipal Joaquim Guilherme de Araújo e Abreu, e o ex-Governador Civil do Distrito de Viseu, Engrácia Carrilho. Já na aldeia de Porto da Nave, Alvite, onde foi inaugurado o Santuário de Fátima, reaparecem as mesmas figuras e ainda, entre outras pessoas, a do médico José Frutuoso e Melo.
À época, Portugal viva os últimos meses de domínio de Oliveira Salazar, que cairia da cadeira em agosto desse ano. Marcello Caetano seria chamado para a presidência do Conselho de Ministros no mês seguinte, setembro de 1968.

Visualize aqui o vídeo

Fonte: CMMB