A investigação visou travar um esquema de comercialização enganosa de produtos alimentares. No decurso da operação, os inspetores deram cumprimento a 13 mandados de busca, em habitações, armazéns, um estabelecimento comercial e viaturas. Foram também realizadas pesquisas digitais a equipamentos informáticos e de telecomunicações.
Segundo a ASAE, foi confirmada a atividade ilícita, uma vez que os suspeitos vendiam óleo alimentar comum rotulado e apresentado como azeite virgem, induzindo os consumidores em erro.
Atiraram 200 mil euros para o mato
Durante a operação foram apreendidos cerca de 10 mil litros de óleo, bem como milhares de rótulos e material de embalamento com a indicação "azeite virgem". As autoridades apreenderam ainda 340 litros de vinho licoroso sem rótulo e sem registo legal, além de quatro armas de fogo e munições.
No decorrer das diligências, os suspeitos terão tentado ocultar 200 mil euros em numerário em silvas nos terrenos adjacentes, valor que as autoridades acreditam estar relacionado com a atividade criminosa.
No âmbito da investigação foram constituídos três arguidos. Amostras do produto apreendido foram recolhidas para análise laboratorial no Laboratório de Segurança Alimentar da ASAE, com o objetivo de confirmar a composição do óleo e avaliar eventuais riscos para a saúde pública.
A ASAE alerta os consumidores para terem especial atenção a ofertas de azeite com preços anormalmente baixos, que podem indiciar fraude alimentar, e garante que continuará a realizar ações de fiscalização em todo o território nacional para proteger a segurança alimentar e a saúde pública.
Fonte: Jornal de Notícias
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