Na sequência da abertura do período de consulta pública, anunciada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR Norte), as três autarquias reafirmaram a contestação à infraestrutura, defendendo que a transição energética deve ter em conta os impactos sobre o território e as populações.
O Município de Sernancelhe reiterou a sua "total e inequívoca reprovação" ao projeto, considerando que a instalação, nos moldes propostos, poderá provocar prejuízos no ordenamento do território, nos recursos hídricos, na ecologia, na paisagem e na economia.
A autarquia alerta para os potenciais riscos da massificação de painéis fotovoltaicos flutuantes para o ecossistema aquático e a biodiversidade da albufeira do Vilar.
Entre as preocupações está também o impacto visual da infraestrutura, que, segundo o município, poderá afetar "severamente o potencial turístico e a identidade da nossa região".
Sernancelhe considera ainda que "os riscos e os impactos negativos identificados superam largamente qualquer ilusão de benefício apresentado pelos promotores", defendendo que o empreendimento não traduz o interesse público da comunidade.
A posição é partilhada pelo Município de Moimenta da Beira, que também reafirmou a sua "total e inequívoca reprovação" à instalação da infraestrutura. A autarquia considera que a transição energética não pode ser feita "a qualquer custo, atropelando os territórios e as populações do interior".
Entre os motivos apontados, Moimenta da Beira destaca os potenciais prejuízos ambientais e ecológicos, assim como a transformação da paisagem natural.
O município alerta que a "desfiguração do nosso património natural afetará severamente o potencial turístico e a identidade da nossa região".
A autarquia considera igualmente que "os riscos e os impactos negativos identificados superam largamente qualquer ilusão de benefício apresentado pelos promotores", defendendo que o projeto não corresponde ao interesse público da comunidade de Moimenta da Beira.
Já o Município de Tabuaço mantém a posição de contestação anteriormente assumida, reiterando a sua discordância relativamente à decisão de avançar com o projeto.
Numa publicação sobre a consulta pública, o executivo municipal confirma que a iniciativa prevê a instalação de uma central solar fotovoltaica flutuante no espelho de água de Vilar-Tabuaço, complementada por um parque eólico, e sublinha que "o executivo municipal de Tabuaço mantém a posição anteriormente assumida de contestação ao projeto, reiterando a sua discordância relativamente a esta decisão".
Desta forma, as três autarquias fizeram chegar às entidades competentes, incluindo a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), um parecer "profundamente negativo" sobre o projeto.
Os três municípios apelam ainda à participação dos cidadãos, associações, empresas e restantes entidades interessadas no período de consulta pública, que decorre até 24 de novembro, através da plataforma oficial Participa.

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