quarta-feira, 19 de setembro de 2012

«Evento» - Expodemo em construção

É uma roda-vida a um dia da abertura da Expodemo. Máquinas e homens numa lufa-lufa sem paragens para darem vida ao certame. Que se deseja vivo, participativo e envolvente. Majestoso e nobre também.

Sete dezenas de stands, em redor dos Paços de Concelho, estão a ser montados para acolherem igual número de empresas, instituições e entidades locais, regionais e nacionais.

E o desfile músico-teatral está também a ser ensaiado com dezenas de alunos das escolas de Moimenta da Beira, sob a direcção artística de José Rui Martins, da Acert. Noutro espaço, Marta Silva, cenógrafa também da Acert, constrói com vime e papel figuras fantasmagóricas e maças gigantes que vão incorporar o desfile. Tudo com a ajuda de jovens voluntários e gente mais velha da Universidade Sénior de Moimenta da Beira.

Três palcos dispersos pelo recinto foram já armados. Neles vão actuar os “Caja Bucalho”, uma banda de free music, de Lisboa, na sexta-feira à noite; no sábado, também à noite, será a vez da Orquestra Aeminium, que interpretará temas que venceram o Festival da Canção da RTP, desde 1964. Em simultâneo, decorrerá um espectáculo áudio-visual que recordará memórias e acontecimentos ocorridos em Moimenta da Beira; e no domingo, ao fim do dia, a encerrar o evento, subirá ao palco a Orquestra de Acordeões do Conservatório de Música de Viseu.

A Expodemo é inaugurada esta sexta-feira, 21 de Setembro, às 18 horas, e prolonga-se durante o fim-de-semana. 

Fonte: CM MB

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

«Desporto» - Moimenta da Beira garante Divisão de Honra em festival de golos falhados (com vídeo)

Durante todo o jogo assistiu-se ao domínio da equipa do Moimenta da Beira, que foi desperdiçando inúmeras ocasiões de golo. O Farminhão ia tentando aproveitar o desperdício do adversário e principalmente em lances de bola parda incomodava o guardião Márcio, que se revelava atento e com intervenções decisivas. Do outro lado Mica foi por diversas vezes colocado à prova pelos avançados do Moimenta, o que lhe proporcionou a possibilidade de fazer uma bela exibição. Depois de 110 minutos cheios de oportunidades esbanjadas, já se pensava nos penaltis. Mas a nove do final do prolongamento, Miguel encontrou, finalmente, o caminho da baliza do Farminhão e colocou a sua equipa de novo na Divisão de Honra da AF Viseu.
No próximo domingo, o CDR Moimenta inicia a sua participação no principal campeonato distrital de Viseu com uma visita ao terreno do Campia. O Farminhão vai ter que aguardar pelo início da I Divisão Zona Sul para voltar a competir oficialmente.


Fonte: SportViseu

«Divulgação» - Maçã reina na Expodemo

A maçã é o fruto omnipresente e todo-poderoso da “Expodemo, Mostra de Produtos, Actividades e Serviços da Região” que se realizará este fim-de-semana de 21, 22 e 23 de Setembro, nas áreas de acesso público em redor dos Paços do Concelho de Moimenta da Beira.

Inspirará o trabalho ao vivo de graffiters e escultores do ferro e dará também vida a um deslumbrante e fantástico cortejo músico-teatral criado pela Acert. Haverá ainda no espaço concursos de maçã, provas de vinho, chefs de cozinha a confeccionarem receitas de maçã e tasquinhas que servirão muitos sabores do fruto que é soberano na Expodemo. Relevância também para a estrutura de ferro gigante, em forma de maçã e ornamentada com maçãs verdadeiras, que estará exposta no recinto.

Mas o evento, que se quer abrangente, alarga-se também a outros produtos, serviços e áreas de negócio da região. Ao todo, marcarão presença mais de sete dezenas de empresas, instituições e entidades de áreas tão distintas como o ensino (Escola Superior Agrária de Coimbra e de Viseu, escolas profissionais, etc.), artesanato, viticultura, gastronomia, associações de cultura e recreio, indústria de enchidos e várias organizações empresariais de diversos ramos com peso na região: granitos, alumínios, castanha, azeite, etc.

O programa inclui ainda espectáculos, concertos, festivais de acordeão nos três palcos dispersos pelo recinto e animação de rua em permanência com palhaços, homens de andas, ateliers infantis, exposições, etc.

O certame prestará também duas homenagens a duas personalidades de Moimenta da Beira: Cartageno Ferreira, engenheiro agro-pecuário, e Vítor Ferreira, acordeonista de mais de quatro décadas de carreira.



Fonte: CM Moimenta da Beira

«Arqueologia» - A Casa da Torre



Fantástica recuperação de património degradado
 
Aspeto da torre da casa depois de recuperada.
Geograficamente integra a Quinta da Alagoa, no limite dos concelhos de Moimenta da Beira e de Sernancelhe, respetivamente entre os principais aglomerados de Prados e Faia.

Não ficando muito distante de estâncias arqueológicas como as necrópoles medievais de Fornelos (ou Quinta da Raposeira) e do Corgo do Poio (na albufeira da barragem do Vilar) e onde inclusive, em 1788, foi encontrado um marco miliário[1], conta-se que nesta casa, que contudo acabou por ficar ao abandono e permanecer durante muito tempo em estado de degradação, morou em tempos um homem muito rico, contudo de temperamento difícil, arrogante e orgulhoso, a quem chamavam «Rei Chiquito». Frequentemente metido em barafundas com os seus vizinhos e habitantes dos Prados e da Faia, e por ser um político exaltado, quiseram prendê-lo e castigá-lo. Assaltaram-lhe a casa, remexeram tudo, mas nunca o encontraram. Afastados e já longe, o Rei Chiquito aparecia depois à janela bradando: «Rei Chiquito já cá está, quem quiser que volte cá!» E voltavam, mas nada! Isto repetia-se inúmeras vezes sem que os seus perseguidores conseguissem, porém, alcançá-lo. Sempre que voltavam a casa, esta encontrava-se vazia e há quem diga que esta escapatória se devia à existência de uma mina com cerca de cento e cinquenta metros de comprimento construída pelo mesmo e que ia dar a um souto. Misterioso refúgio que certamente valerá a pena descobrir!
Daí ser romanceada por uns, para outros ser mais uma casa assombrada e, mais importante, ter motivado a família Oliva Teles a conseguir uma fantástica recuperação de património degradado. «Ver esta Casa reconstruída é a concretização de um sonho antigo», revelam os proprietários.
Aliás, quem a visitar constatará de imediato não só a simpatia de quem aí vive, como também a dedicação, o bom gosto e o cuidado que os mesmos tiveram em manter as características da construção original, os inúmeros pormenores quer dentro como por exemplo o silo de armazenamento escavado no solo e as namoradeiras das janelas, quer exteriormente visível na invulgar torre (elemento que lhe deu o nome), no nicho religioso ou particularmente na inscrição gravada na pedra que serve de padieira de uma janela (outro vestígio merecedor de estudo), sem, porém, terem esquecido as exigências de conforto e funcionalidade que nos nossos dias uma habitação, seja em meio urbano ou rural, deve necessariamente considerar. E como se não bastasse, desfrutará, ao mesmo tempo, de uma maravilhosa vista sobre o vale do Távora e de um ambiente de total descontração e harmonia com o campo!
             
Publicado no Jornal Beirão (88.ª edição)

 


[1] Trata-se de uma coluna de pedra que se destinava a ser colocada junto às vias romanas, como informação para os viajantes, indicando a distância em milhas e o nome do imperador reinante à data da construção ou da reparação da via. Este vestígio arqueológico aparece mencionado no Elucidário das palavras, termos e phrazes de Frei Joaquim de Santa Rosa de Viterbo e hoje integra a Coleção Epigráfica da Assembleia Distrital de Viseu. Com base no atual inventário, mede 2,20 m de altura e provavelmente estaria colocada junto à antiga via romana Mérida – Braga. No entanto, existem duas interpretações a seu respeito:
1.      CONCILIO.AN / TIQVO. / CAIO BAQ. / FORTISSIMO / CAES. / ANTONIO / TANTI … / : FILIO / BONO / REIP / NA / TO
(segundo a ficha de inventário da Assembleia Distrital de Viseu).

2.      CONSTAN / TINO / CAESAC / P(io) FORTIS / SI.MO CAES(ari) / DIVI.CONS / TANTI / P.IX / FILIO / BONO / REIP(ublicae) / NA / TO
(interpretação feita pelo Dr. João Inês Vaz em Epigrafia Romana da Assembleia Distrital de Viseu (1978), que traduz da seguinte forma: Ao imperador Constantino, César, Augusto, Pio, Fortíssimo, César, filho do divino Constante, nascido para bem da República.)
Na povoação da Faia foi detetado outro miliário, num jardim de uma habitação particular.


sábado, 15 de setembro de 2012

«Região» - Caixa Agrícola do Vale do Távora e Douro cria fundação

A Caixa de Crédito Agrícola Mútuo (CCAM) do Vale do Távora e Douro anunciou a criação de uma fundação para apoiar instituições de utilidade pública.

Outro objetivo desta nova entidade é sensibilizar a opinião pública para as problemáticas sociais e fomentar o desenvolvimento e a integração social. De acordo com esta instituição bancária, a Fundação da Caixa Agrícola do Vale do Távora e Douro procurará «suprir necessidades de crianças, jovens, idosos, inválidos, pessoas deficientes ou carenciadas que pertençam as entidades com protocolos com a CCAM». Este organismo terá também como finalidade a promoção do mutualismo e de ações de caráter cultural, educativo, artístico e social na sua área de influência, nos concelhos de Tabuaço, Penedono, Sernancelhe, Armamar, Moimenta da Beira, Aguiar da Beira e Trancoso.

Fonte: O interior

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

«Desporto» - CDR Moimenta da Beira: Ivo Xina encabeça lista de 13 reforços

O CDR Moimenta continua com a sua situação indefinida em relação a que competição irá disputar esta temporada até ao próximo domingo, dia em que defronta o Farminhão, num jogo que vale o acesso à Divisão de Honra. No entanto, o plantel do clube conta com 13 caras novas em relação à época passada.
Ivo Xina, que representava o Sporting de Lamego, será a contratação mais sonante, trata-se de um médio de grande qualidade. Também do Lamego, chega o guarda-redes Márcio, e para disputar a baliza com o guardião de 26 anos, foi contratado Humberto ao Alvite.
Os irmãos Miguel e Vitinho, bem como o defesa Daniel, deixam o Tarouca para se juntarem ao plantel orientado por Jorge Febras. Do Arguedeira chegam Edy, Filipe Costa, Nuno Gomes, Ruizinho e André Cebola. Muller troca o Sernancelhe pelo Moimenta e Jorge Piloto, defesa esquerdo que chegou a iniciar a época na equipa do Oliveira de Frades, vai também ser reforço do clube.

Plantel:
Guarda-redes: Márcio (Ex Sp. Lamego); Humberto (EX Alvite)
Defesas: Daniel (Ex Tarouca); Jorge Piloto (Ex Oliveira de Frades); Élio; Serôdio; Gonçalo; Rafa; Jorge; Filipe Costa (Ex Arguedeira); André (Ex Arguedeira);
Médios: Ivo Xina (Ex Sp. Lamego); Pingato; Pedro Feio; Vitinho (Ex Tarouquense); Edy (Ex Arguedeira); Ruizinho (Ex Arguedeira);
Avançados: Miguel (Ex Tarouquense); Nuno Gomes (Ex Arguedeira); Muller (Ex Sernancelhe);

Fonte: SportViseu

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

«Divulgação» - CDR jogo "da promoção"



«Divulgação» - Festa no Arcozelo da Torre





À VOLTA DE MIM E DO MUNDO...e DE VEZ EM QUANDO!

Como escrevi há tempos, Celebrar Aquilino...é tão simples como saciar a sede!

Vai daí, a notícia que se segue é "ouro sobre azul"!



A Fundação Aquilino Ribeiro (FAR), em Soutosa, Moimenta da Beira, comemora, esta quinta-feira à noite, 13 de Setembro, os 127 anos do nascimento do escritor. A sessão de abertura, pelo Conselho de Administração da FAR, está marcada para as 21h30, e o programa inclui o lançamento do livro “Aquilino Ribeiro: Evolução do Homem Republicano”, de Celina Arroz (22h00); um momento musical (23h00) e um Demo de Honra a fechar.
A obra de Celina Arroz revisita o percurso de Aquilino, desde a sua adolescência e juventude, até se tornar um republicano convicto, e a partida para Paris após o regicídio em Lisboa, no dia 1 de Fevereiro de 1908.

Para quem admira e segue - ou procura seguir - o Mestre Aquilino, a obra é esperada com expectativa. Particularmente na esperança de ter acesso a novas informações.
Numa tentativa de aumentar essa focagem, recomendo uma breve leitura de "PÁGINAS DO EXÍLIO", de Jorge Reis e com ilustrações de Leal da Câmara - publicadas em 2 volumes pela VEGA, em 1988.


O percurso que interessa sobretudo reter, começa mais ou menos com a sua chegada a Lisboa, com 21 anos de idade, para ganhar a vida na escrita. Ao mesmo tempo que entra no corpo redactorial de A Vanguarda, adere a um "canteiro" da Carbonária. Depois de uma explosão no quarto onde se hospedava, é preso, em 1907, mas consegue evadir-se em Janeiro do ano seguinte. Acontece o Regicídio em 1 de Fevereiro de 1908 e, finalmente, vai para Paris a 31 de Maio, nas condições assim descritas por Jorge Reis, no 1º volume das Páginas do exílio:








Parece que só a guerra o obriga a regressar a um país onde sabe não haver arte, nem literatura, nem moral científica. E Aquilino diz mesmo "Nós temos muitos doutores, muitos literatos, nuitos conferentes, mas ai!" (...) de nenhum deles pinga "verdadeira luz".
E, de acordo com Jorge Reis, esses primeiros seis anos de exílio vão ser cruciais para a sua carreira de escritor - o que sempre desejou ser !




E há um novo trajecto que se inicia com as funções de professor no Liceu Camões, em Lisboa, no ano de 1915 - funções que viria a cessar em 1918, quando publica a Via Sinuosa. Era o tempo conturbado de Sidónio Pais, da Monarquia do Norte, da criação do Partido Comunista Português e da chamada "Noite Sangrenta", em 1921. Já havia publicado Terras do Demo, em 1919, e depois Estrada de Santiago, o Romance da Raposa (1924), Andam Faunos pelos Bosques - 1926 - o ano do golpe militar de Gomes da Costa, em 28 de Maio. A nova ditadura depois da de João Franco, origina um movimento militar republicano no Porto e em Lisboa, acontecendo que Aquilino toma parte no golpe militar de 7 de Fevereiro de 1927 contra a ditadura. Perseguido, refugia-se na Beira, volta a Paris e acompanha os últimos momentos da primeira mulher em Soutosa. Participa na tentativa de levantamento do Regimento de Pinhel. De novo é preso, novamente se evade.Segundo casamento em Paris. Seguem-se Baionne, Vigo e Tui. E em 1932 regressa semi-clandestino a Portugal. É só conferir nos dados nestas páginas do 2º Vol de Jorge Reis:





Depois vem a II Guerra Mundial, que o Mestre já "percebe" em 1934, quando publica o Diário "É a Guerra" e o caderno dum viajante "Alemanha Ensanguentada".
É um percurso bem mais conhecido e definido e sobre o qual não posso deixar de salientar alguns quadros plasmados no 2º volume  das Páginas do exílio , escritos datados de Março de 1988:




António Bondoso, 12 de Setembro de 2012.