quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

«Crime» - Detido três vezes num só dia por tentativas de furto

Há dias mesmo de azar, mesmo para quem se dedica à pequena criminalidade. 
Um indivíduo de Moimenta da Beira, foi ontem detido duas vezes pela GNR de Fafe e uma vez pela PSP de Guimarães. A saga azarada deste indivíduo de 28 anos, solteiro, começou cerca das 11h30 quando se preparava para consumar o furto numa habitação na freguesia de Arões, em Fafe. Já na posse de diversos artigos em ouro, o meliante foi detido por populares e entregue à GNR que o apresentou em Tribunal de onde saiu cerca das 17h00 depois de ter sido constituído arguido de um processo que baixou a inquérito. 
 Cerca de duas horas depois o mesmo indivíduo foi detido na freguesia de Serzedo, por tentativa de furto de uma viatura. Depois de ter sido identificado pela PSP, foi notificado para comparecer esta quarta-feira em Tribunal. Mas o dia ainda estava longe de terminar. O mesmo indivíduo viria a ser detido pela GNR de Fafe, às 23h30, quando se preparava para furtar uma viatura, de novo, na freguesia de Arões. Foi novamente detido e depois de ter passado a noite nos calabouços da GNR vai ser apresentado esta quarta-feira, novamente ao Tribunal. Refira-se que o indivíduo é toxicodependente e estava a ser submetido a desintoxicação numa instituição de Fafe.

domingo, 9 de dezembro de 2012

«Notícia» - Colégio de Moimenta da Beira desafiou Salazar para imitar Niemeyer

Há 50 anos, as curvas de Niemeyer eram demasiado arrojadas para um país em ditadura, mas um grupo de estudantes conseguiu mantê-las de pé.
 
O arquitecto brasileiro Oscar Niemeyer, que morreu na quarta-feira a poucos dias de comemorar 105 anos, nunca esteve em Moimenta da Beira. Mas os arcos que desenhou para o Palácio da Alvorada, em Brasília, inspiraram o projecto de construção de um colégio naquela vila do distrito de Viseu e fizeram estalar a polémica.
Foi a 2 de Abril de 1962. Passava das 13h30 quando Pedro Abreu, então com 17 anos, e o irmão mais velho chegaram ao Externato Infante D. Henrique, onde frequentavam o quinto ano do liceu. Os pedreiros estavam já a demolir parte da fachada do colégio, sustentada em arcos que fazem lembrar redes estendidas nas varandas dos casarões coloniais.
A ordem de demolição tinha vindo dos serviços de urbanismo do regime, de Viseu, recorda Pedro Abreu: “Houve uma inspecção e acharam que o estilo do prédio era avançado de mais.” As semelhanças entre o edifício e o palácio que serve hoje de residência oficial da Presidente da República do Brasil, desenhado pelo arquitecto comunista e inaugurado em 1958, não agradaram às autoridades. A solução era substituir os pilares em arco por colunas rectangulares.
“O meu irmão, mais encorpado do que eu, mandou-os parar. Os pedreiros também estavam contrariados. Outros alunos começaram a chegar e pegou-se ali o rastilho”, conta Pedro Abreu, hoje com 67 anos. Aos alunos que se manifestavam à porta do colégio, foram-se juntando os habitantes da vila e até alguns professores apoiaram o protesto. “Instigaram-nos a protestar, mas não se punham no nosso lugar, era à sorrateira.”
Dali partiram para a igreja. “As pessoas que viviam à volta foram chegando mas achávamos que ainda éramos poucos. Fomos para a igreja tocar o sino a rebate”, diz Pedro Abreu. De tanto tocar, o sino até rachou. Foi assim que as populações vizinhas souberam do protesto e se juntaram à manifestação, pouco habitual numa região onde não há memória de grandes revoltas populares. No fim, os pedreiros pararam a obra e voltaram a pôr tudo como estava.
“Os arcos eram uma coisa nossa, diferente. Representavam progresso”, explica Pedro Abreu. O desenho do edifício foi pedido por um dos directores do colégio, Amadeu Baptista Ferro, a um emigrante de Moimenta da Beira no Brasil, que nem era arquitecto. “O director foi a Brasília, ficou impressionado com a arquitectura do Palácio da Alvorada e pediu a um amigo que fizesse o desenho”, explica o assessor da autarquia, Rui Bondoso.

Fernando Frutuoso de Melo conta outra versão. Diz que os arcos foram desenhados por sugestão do tio, de quem herdou o nome, que era médico em Moimenta da Beira e foi para o Brasil pouco depois das eleições presidenciais de 1958. O médico, já falecido, tinha sido o grande impulsionador da criação do colégio, segundo Fernando Frutuoso de Melo.

“Na altura, houve rumores de que os arquitectos do departamento de Viseu ficaram chateados por não lhes ter sido encomendado o projecto e fizeram queixa”, recorda Pedro Abreu.


Na mira da PIDE
“Até diziam, na rua: andam os comunistas em Moimenta!” Mas a revolta nada teve a ver com política, garante o ex-aluno, embora admita que entre os manifestantes havia militantes do PCP. O caso ganhou contornos nacionais e até a polícia do regime, a PIDE, foi de Lisboa a Moimenta da Beira para interrogar os “cabecilhas” do grupo. Pedro Abreu, que era menor, não foi ouvido. “O meu pai era presidente da Câmara e lá conseguiu que só interrogassem os mais velhos”, conta.
Ninguém foi detido. “A PIDE pensava que os comunistas tinham influenciado a miudagem, mas não. Toda a população estava contra aquela patifaria”, afirma. Até o arquitecto Oscar Niemeyer escreveu a um dos directores do colégio e pároco de Moimenta da Beira, o padre António Bento da Guia – que as autoridades terão ameaçado de prisão caso a fachada não fosse alterada. “Na carta, Niemeyer elogia a arquitectura do edifício e diz que está ao lado da luta dos estudantes”, descreve Rui Bondoso.
Os arcos nunca foram demolidos mas no Verão daquele ano, aproveitando a ausência dos alunos em férias, foram tapados por um muro de metro e meio. “Ficou monstruoso”, recorda Pedro Abreu. Depois do 25 de Abril de 1974, o edifício foi comprado pelo Estado e os arcos foram destapados. Desde então funcionaram ali várias escolas e actualmente o edifício acolhe a Escola do 1.º Ciclo Infante D. Henrique. Em Janeiro, esta será transferida para o novo centro escolar do concelho e o imóvel – um edifício com dois pisos, várias salas, ginásio e espaços administrativos – vai acolher o novo centro cívico de Moimenta da Beira. 
 
Fonte: Público

«Desporto» - Resultados AF Viseu

Divisão de Honra:


1ª Divisão:

Fonte: ZeroZero

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

«Homenagem» - Externato em tributo a Oscar Niemeyer



O edifício do antigo Externato Infante D. Henrique, em Moimenta da Beira, não foi projectado pelo arquitecto brasileiro Oscar Niemeyer, que morreu hoje, 5 de Dezembro, aos 104 anos de idade, mas os seus arcos frontais, desenhados no início da década de 1960, esses sim, foram inspirados pela obra modernista do arquitecto, que tem como ícones os palácios da Alvorada e do Planalto, em Brasília, inaugurados em 1958.

A construção dos arcos do externato chegou a afrontar as autoridades políticas do antigo regime fascista português, exactamente por causa da ligação e do paralelismo à obra de Niemeyer, que era comunista. O arquitecto brasileiro soube do afrontamento e apoiou a luta dos estudantes do externado que impediram a demolição dos arcos, em 1962. 

No dia em que desaparece Óscar Niemeyer, lembramos o episódio histórico em sua homenagem.
O edifício do Casino do Funchal, na ilha da Madeira, é a única obra projectada em Portugal por Niemeiyer.
Fonte: CMMB 


«Divulgação» - Férias Desportivas de Natal



Estão de volta as Férias Desportivas de Natal para as crianças e jovens do concelho de Moimenta da Beira em idade escolar (dos 6 aos 17 anos). São três dias intensos de actividades lúdicas e desportivas: 17, 18 e 19 de Dezembro. A iniciativa é da Câmara Municipal e as acções coordenadas e dinamizadas pelo núcleo de desporto da autarquia.

O programa inclui jogos desportivos, de manhã e de tarde, no pavilhão municipal; e projecção de um filme no auditório, ao fim da tarde do primeiro dia.

No segundo, há actividades aquáticas na piscina (manhã e tarde) e, depois das 17h00, trabalho em atelier de confecção de prendas e enfeites de Natal em material reciclado. No terceiro e último dia, 19 de Dezembro, o grupo fará uma visita à Serra da Estrela e ao Museu do Pão, em Seia.
As inscrições estão abertas até dia 14 de Dezembro nos lugares habituais: piscina, pavilhão e câmara municipal.

Fonte: CMMB

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

«Desporto» - Jogos do CDR



«Divulgação» - Encontro de moimentenses da diáspora

É o primeiro encontro da Diáspora Moimentense que vai juntar na vila, no próximo dia 15 de Dezembro, cidadãos de sucesso em Portugal e no Mundo com ligações a Moimenta da Beira, por nascimento, por afinidade ou por carácter. A lista é extensa, é pública e está aberta a quem quiser associar-se. O prazo limite é 10 de Dezembro.

O objectivo é conseguir reunir à mesma mesa, para momentos de discussão e reflexão do papel de Moimenta e de Portugal no Mundo, personalidades exemplares em vários domínios do saber e do conhecimento, desde a Ciência à Literatura, das Artes, da Educação à Política, dos Negócios, da Medicina à investigação Histórica e Biológica; da Música, do Direito e do Desporto também, etc.

Os encontros da Diáspora Moimentense, que se pretendem anuais ou bienais, são uma antiga aspiração do presidente da autarquia, tal como o Fórum da Juventude, que se realizará na semana seguinte, 22 de Dezembro.

José Eduardo Ferreira justifica que “Moimenta da Beira, este nosso território amado, porque aqui nascemos ou o adoptámos, precisa agora ainda mais de nós e seremos capazes de dar essa resposta conjunta, que será sempre maior do que a que daríamos individualmente”.

O autarca deseja também aproveitar o evento para conseguir aproximar, edificar e consolidar laços de amizade com a Diáspora Moimentense, lembrando que foi “graças ao seu desempenho e iniciativa, que as regiões onde vivem progrediram e progridem. Eles são por isso respeitados, reconhecidos e considerados, assim honrando tanto Moimenta da Beira”. 

Fonte: CMMB

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

«Divulgação» - A.H. B.V. Moimenta da Beira

Convocatórias de duas Assembleias Gerais:

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«Divulgação» - Sentir a leitura na biblioteca



David Silva é arquitecto e Cristina Morais designer de comunicação. Juntos criaram em Leomil, Moimenta da Beira, o “Colectivo de Melhoramentos”, uma empresa que cria artesanalmente elementos decorativos inspirados no “olhar da tradição” mas numa perspectiva de modernidade, “promovendo e sensibilizando (quem está e quem vem) para a cultura local, os ritos, as rotas, as histórias, os costumes, as memórias, o modo de vida, os lugares, os rituais…”.
É isso que pretendem com “Sente a Leitura”, uma exposição concebida para a Biblioteca Municipal Aquilino Ribeiro, que é inaugurada na próxima sexta-feira, 7 de Dezembro, às 21h00, com um momento musical.
Num espaço nobre da biblioteca David e Cristina vão acomodar, com livros à mistura, sofás, bancos, mesas de centro e estantes (elementos desenhados, desenvolvidos e produzidos na oficina de Leomil), criando assim um ambiente “descontraído e intimista” para a leitura que se deseja “sentida”.
Sentir a leitura enquanto se está sentado, é então o que ambicionam os promotores da ideia inovadora. “Desejamos que o nosso corpo se sente e que sirva a nossa mente, naquilo que agora ela sente”, rematam David Silva e Cristina Morais.
Para os autores e impulsionadores do projecto, “o incentivo à leitura será o mote para esta exposição em que todas as peças serão desenvolvidas a pensar nesse ritual, cada vez mais em desuso, que é a leitura. O bom e o agradável juntos para promover a renovação dos hábitos de leitura e as emoções a ela associadas”.
A exposição pode ser visitada e usufruída até 28 de Dezembro.

Fonte: CMMB

domingo, 2 de dezembro de 2012