terça-feira, 18 de dezembro de 2012

«Arqueologia» - Castelo de Penedono



Magnífica fortaleza beirã


Castelo e em plano próximo outro notável monumento, o pelourinho
A sua localização, numa proeminência rochosa sobranceira à povoação, a cerca de 920 metros de altitude, oferece belas vistas. 

O castelo de Penedono é referido, certamente ainda não com este aspeto, no século X durante o repovoamento da acidentada zona levantina da Beira Alta, missão conseguida pelo alcaide Rodrigo Tedoniz, marido de Leodegúndia. Senhor dos castelos que fortificavam esta vasta região, Rodrigo deixou-os, por conseguinte, em testamento a sua filha Flâmula (ou Chamôa) e esta, mais tarde, ficando doente, acolheu-se no mosteiro de Guimarães, fundado pela sua tia Mumadona Dias, doando-lhe através de um documento (datado de 960) todas as suas povoações, terras e castelos (inclusive o de Penedono) para fins de beneficência desta.
Em 1064 foi reconquistado por Fernando Magno (Rei de Leão) e como muitos outros foi galardoado com privilégios por alguns dos monarcas portugueses. Ante a situação estratégica da povoação, D. Sancho I mandou reconstruir as suas defesas e incentivou o repovoamento dessas terras através de Foral (1195), confirmado em 1217 por D. Afonso II, seu sucessor. Nos finais do século XIII, D. Dinis reforçou-o ainda mais.
Contudo, quando D. Fernando incluiu a povoação de Penedono no termo de Trancoso, chegou mesmo a ser proposta a sua demolição, sendo salvo por um grupo de cidadãos a que chamaram «Homens Bons».
A vila foi então doada a D. Vasco Fernandes Coutinho (de elevada estirpe, foi também senhor do Couto de Leomil) que o reconstruiu e fez dele a residência da sua família até finais do século XV. Ainda não totalmente com a configuração atual, terá nascido aqui D. Álvaro Gonçalves Coutinho, imortalizado por Luís de Camões no Canto VI de Os Lusíadas, com a alcunha de “o Magriço” – em que descreve a sua legendária participação como os Doze de Inglaterra, doze cavaleiros portugueses que partiram para Inglaterra para, em torneio, defrontar outros tantos ingleses que haviam desonrado doze damas da corte dos Lancaster – daí esta fortaleza ser também conhecida por Castelo do Magriço, podendo dizer-se também que é aqui que encontramos o modelo perfeito da mentalidade cavaleiresca medieval.
Sob o reinado de D. Manuel I (1495-1521), a vila recebeu o Foral Novo, o que atesta a sua importância à época, e foram realizadas novas obras no castelo. No século XIX é visitado por Alexandre Herculano que o descreve já em ruínas. Todavia, logrando a classificação de Monumento Nacional em 1910, beneficiou, sob a responsabilidade da Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, de trabalhos de consolidação e restauro e em 1955 foi-lhe estabelecida Zona Especial de Proteção o que contribuiu para que o conjunto chegasse aos nossos dias em relativo estado de genuinidade.

Não precisa de ser grande para ser magnífico. Basta apenas manter a sua verticalidade.
A planta é poligonal circundada por barbacã, o muro (em arquitetura militar) anteposto às muralhas, de menor altura do que estas com a função de defesa do fosso, onde se assinalava a primeira resistência ao agressor. A fachada principal está voltada a Ocidente, com portal de lintel reto e arco apontado entre duas esguias torres quadrangulares coroadas por ameias prismáticas, ligadas por passadiço superior que defende a entrada. Em volta do perímetro muralhado possui cinco torres de ângulo encimadas por balcões munidos de matacães.
No interior não há muito para ver. É apenas uma ruína do paço senhorial que aqui existiu, talvez de três pisos. Ainda são visíveis as escadas de acesso ao adarve que circuita o perímetro do castelo, dele subindo estreitos degraus até aos eirados dos torreões. Sob a torre principal (o mais importante ponto de poder e último reduto de defesa do castelo que podia ainda servir de recinto habitacional do mesmo) conserva-se a cisterna, reservatório de águas pluviais (podendo também ser abastecida com o degelo de neve) indispensável para consumo e irrigação.
E descobre-se assim mais um tesouro beirão!


Publicado no Jornal Beirão (93.ª edição)

Autor: José Carlos Santos

«Solidariedade» - Mais de uma tonelada de alimentos recolhidos

Em três dias, mais de uma tonelada de alimentos recolhidos em várias superfícies comerciais da vila de Moimenta da Beira. A campanha foi um sucesso. Os cidadãos foram generosos. E as famílias mais necessitadas do concelho agradecem. Cerca de meia centena de agregados familiares vão passar um Natal mais feliz, mas aconchegado, mais rico. Os cabazes começaram a ser entregues hoje, terça-feira, 18 de Dezembro. A entrega vai continuar ao longo da semana que antecede o Natal.

A campanha de recolha de alimentos decorreu na sexta, sábado e domingo. Foi uma iniciativa da autarquia e do seu Banco Local de Voluntariado, no âmbito da Rede Social concelhia, em colaboração com o Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira que sensibilizou duas turmas do 12º ano (D e E) para se voluntariarem no trabalho (na foto, em grandes afazeres). Esforço que se vai ainda manter estes dias, já que vão também ajudar na distribuição dos bens às cerca de 50 famílias mais carenciadas do concelho, segundo estudo feito pelos serviços da Câmara Municipal, pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco e ainda pelo Serviço Local da Segurança Social.
Fonte: CMMB

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

«Divulgação» - Concerto de Natal em Leomil


A excelência e o brilhantismo de execução do Ensemble de Metais e do Coro Juvenil da Academia de Música de Castelo de Paiva vão garantir nobreza e fulgor ao Concerto de Natal marcado para domingo, 23 de Dezembro, a partir das 16h00, na Casa do Povo de Leomil. A iniciativa é da autarquia e são parceiros a Junta de Freguesia e a Casa do Povo locais. A entrada é grátis. 

A Academia de Música de Castelo de Paiva, fundada há quase um quarto de século, é um estabelecimento de ensino de música especializado, leccionando cursos básicos e secundários de música de acordo com os normativos em vigor e a autorização concedida pelo Ministério da Educação.
Graças à excelência do ensino que ministra, viu em 2011 o seu mérito artístico e educativo ser reconhecido através da atribuição da Autonomia Pedagógica pelo Ministério da Educação e Ciência aos cursos que lecciona.

A Academia tem cerca de 480 alunos, 38 professores e na sua estrutura foram constituídas três orquestras (Sopro, Clássica e Ligeira), quatro ensembles (de Clarinetes, Metais, Guitarras e de Saxofones) e os Coros.

 Fonte: CMMB

«Divulgação» - Fórum da Juventude



Uma semana depois do primeiro encontro da “Diáspora Moimentense”, chega a vez do “Fórum da Juventude”, também em edição de estreia e com o mesmo desígnio: discutir e reflectir Moimenta, só que “com um olhar jovem”.
O encontro vai realizar-se no dia 22 de Dezembro e pretende juntar à mesma mesa, para momentos de discussão e reflexão de ideias e projectos, jovens de Moimenta da Beira ou com ligações ao município (idade até 30 anos, inclusive), preferencialmente com currículo e com provas dadas na vida académica ou profissional.
O presidente da autarquia, José Eduardo Ferreira, sustenta que “se todos formos solidários e todos caminharmos lado a lado, então todos estaremos melhor preparados para enfrentar as dificuldades”. Tanto mais, alerta o autarca, “numa época de recessão na Europa e em muitas regiões do mundo, em que é crucial desenvolver soluções locais de empregabilidade, principalmente entre os jovens que, como sabemos, são a este nível, os mais atingidos”.
“É também por isto que não nos demitimos da nossa quota de responsabilidade e fazemo-lo com todos os que nos quiserem acompanhar, partilhando vontades, saberes e projectando futuro, sempre com os olhos postos no desenvolvimento de Moimenta da Beira”, remata José Eduardo Ferreira.
O programa tem início às 16h00, com uma sessão de boas vindas no salão nobre dos Paços do Concelho pelo presidente da Câmara Municipal de Moimenta da Beira, e prossegue meia hora depois com a sessão de trabalho.
Podem inscrever-se jovens que residem no concelho de Moimenta da Beira ou em outro qualquer ponto do país. A data limite é 17 de Dezembro. As inscrições devem ser feitas por telefone (254 520 080) ou por email (biblioteca@cm-moimenta.pt).

domingo, 16 de dezembro de 2012

«Desporto» - Resultados AF Viseu

Sorte diferente para as equipas do concelho. CDR volta a assumir liderança e Alvite cai para 2º Lugar.

Divisão de Honra:

1ª Divisão:

Fonte: ZeroZero

«Desporto» - AF Viseu - Jogo GN Alvite


sábado, 15 de dezembro de 2012

«Revista Municipal» - Alcançar Nº 11

É a edição 11 da “Alcançar”, a revista informativa da Câmara Municipal de Moimenta da Beira. A Expodemo faz a capa e é o destaque no interior. Oito páginas com o melhor do certame que decorreu em Setembro, dias 21, 22 e 23.

Os encontros da “Diáspora Moimentense”, dia 15 de Dezembro, e o “Fórum da Juventude”, uma semana depois, mereceram também relevo na capa. Tal como mereceu o “Ambiente”, com duas páginas no miolo da revista.

Lá dentro, um sublinhado ainda para duas sugestões de visita: Penedo da Fonte Santa e Fundação Aquilino Ribeiro. Depois há também a empresa eleita para esta edição (Jardim da Rua) e a instituição (a Arati).

Outro destaque ainda para as obras no edifício dos CTT, em Vila da Rua, que vão acolher o futuro Museu Afonso Ribeiro e outros serviços da freguesia (sede da Junta, balcão dos CTT, sala de exposições temporárias, etc).

Descarregue aqui a Alcançar Nº 11

«Crime» - GNR de Moimenta da Beira detém dois indivíduos em São João da Pesqueira por Tráfico de Droga

Em 13 de dezembro de 2012, pelas 20H00, em São João da Pesqueira, o Núcleo de Investigação Criminal do Destacamento Territorial de Moimenta da Beira, deteve dois indivíduos do sexo masculino de 24 e 30 anos de idade, por crime de tráfico de estupefacientes. 

Foram apreendidas 20,90gr de haxixe, 8,40gr de heroína, 0,40gr de cocaína, um cachimbo em metal e diverso material relacionado com o tráfico.

Mesmos ficaram detidos nas instalações desta Guarda e vão ser presentes ao Tribunal Judicial de São João da Pesqueira, no decorrer do dia de hoje.
 
Fonte: Local.pt

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

»Divulgação» - Seja ainda mais solidário

Três dias de recolha de alimentos para serem distribuídos, antes do Natal, às famílias mais carenciadas do concelho. A campanha solidária vai decorrer esta sexta-feira, sábado e domingo, 14, 15 e 16 de Dezembro, em superfícies comerciais da vila, nomeadamente Ecomarché e Minipreço.

A iniciativa é da autarquia e do seu Banco Local de Voluntariado, no âmbito da Rede Social concelhia, em colaboração com o Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira que sensibilizou duas turmas do 12º ano (D e E) para se voluntariarem na campanha de recolha de alimentos.

Os cabazes serão distribuídos (na semana que antecede o Natal) às famílias mais carenciadas do concelho e sinalizadas pelos serviços da Câmara Municipal, pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco e Serviço Local da Segurança Social.

 Fonte: CMMB

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

«Cultura» - Novo livro de António Bondoso

“O Poder e o Poema”, novo livro/ensaio de António Bondoso (o oitavo) e das Edições Esgotadas. A apresentação em Moimenta da Beira é na próxima terça-feira, 18 de Dezembro, às 21h30, no salão maior da Biblioteca Municipal Aquilino Ribeiro.


Em 111 páginas o autor dá força à poesia como instrumento de poder para a conquista de um mundo mais justo e mais equilibrado. É essa dialéctica que António Bondoso estabelece em “O Poder e o Poema”.

O cantautor e maestro Pedro Barroso, que apresentou o livro em Lisboa esta quarta-feira, considera a obra “um trabalho interessantíssimo e de certo fôlego a merecer toda a atenção”. E diz ainda que “a fórmula encontrada, apesar de estranha e pouco usual, acaba por resumir a dialéctica poesia/poder na nossa Historia de forma interessante e original”. Pedro Barroso acha o ensaio “bastante criativo sobre o poder e a poesia”.