terça-feira, 11 de setembro de 2012

«Crime» - IDENTIFICADO INDIVÍDUO POR CRIME DE INCÊNDIO FLORESTAL

Em 10 de Setembro de 2012, em Macieira - Sernancelhe, o Núcleo Proteção Ambiental do Destacamento Territorial de Moimenta da Beira, após várias diligências, deteve em flagrante delito um indivíduo de 16 anos de idade, por crime de incêndio florestal, na localidade de Corga – Macieira, bem como de outros ocorridos nas localidades de Riodades e Ferreirim, concelho de Sernancelhe, em datas anteriores.
 
Mesmo vai ser presente ao Tribunal Judicial de Moimenta da Beira, no decorrer do dia de hoje (11 Setembro).

«Divulgação» - Fundação celebra Aquilino Ribeiro



A Fundação Aquilino Ribeiro (FAR), em Soutosa, Moimenta da Beira, comemora, esta quinta-feira à noite, 13 de Setembro, os 127 anos do nascimento do escritor. A sessão de abertura, pelo Conselho de Administração da FAR, está marcada para as 21h30, e o programa inclui o lançamento do livro “Aquilino Ribeiro: Evolução do Homem Republicano”, de Celina Arroz (22h00); um momento musical (23h00) e um Demo de Honra a fechar.
A obra de Celina Arroz revisita o percurso de Aquilino, desde a sua adolescência e juventude, até se tornar um republicano convicto, e a partida para Paris após o regicídio em Lisboa, no dia 1 de Fevereiro de 1908.

Fonte: CM Moimenta da Beira

segunda-feira, 10 de setembro de 2012



À VOLTA DE MIM E DO MUNDO...e DE VEZ EM QUANDO !


Foi a 16 de Setembro de 1989. A notícia, acima, é do Correio Beirão de 23 de Setembro desse ano.

Já lá vão 23 anos.
Uma efeméride a celebrar, sem dúvida, pese embora não ser um número redondo - 25 sempre seria um quarto de século. Com mais significado. 

O importante é não deixar morrer o "movimento" que levou às Rádios Locais, mesmo sabendo as contrariedades, os defeitos, as habilidades, os erros que foram sendo cometidos. 

Sobretudo, não deixar de lutar. No sentido de preservar e, principalmente, de melhorar os projectos. E isso... só se consegue estando próximo das pessoas. Não apenas "dizendo" ! Fazendo, praticando. A música é importante, mas a palavra é essencial. Na medida certa... às horas ou aos minutos. Em notícia, em comentário, em reportagem, em prosa, em poesia !





A Rádio, para mim, prossegue sendo uma guitarra freneticamente manipulada por Jimmy Hendrix ou docemente acariciada por BB King, das quais podem sair notas de um afro-americano rock de Harlem ou de um afro-americano blues a caminho de Memphis – onde já destruíram a magia da Rua Beale. A rádio e a música de sentimento, a rádio e a voz de protesto, a rádio da memória escrava, a rádio da sensação libertadora.
A Rádio, para mim, vai sendo a memória da magia do microfone, a magia dos sons, a magia do que fica para além do alcance da imaginação, a magia que permanece no estúdio, no “pick-up” que roda em 45 rotações a voz de Franck Sinatra ou um LP/33 de Maria Bethânia, a magia da “fita” onde se gravaram as impressões de uma conversa amena entre Igrejas Caeiro e Aquilino Ribeiro ou entre Fernando Pessa e Almada Negreiros, a magia do “cartucho” onde se alinhavam spots publicitários anunciando as virtudes da brancura do skip ou apelando à presença na Grande Noite do Fado no Coliseu dos Recreios.
E a magia da distância...que a onda curta (agora tão maltratada pelo governo português) e o transistor resolvem. 
Como dizia o publicitário Bob Schulberg em 1989 – o ano da queda de mitos e muros – “ a televisão não é ruim, mas a Rádio é mágica. Se a televisão tivesse sido inventada antes, a chegada da radiodifusão teria feito as pessoas pensarem:- que maravilhoso que é a Rádio! É como a televisão, só que nem é preciso olhar!”. 
====== António Bondoso.

sábado, 8 de setembro de 2012


DE VEZ EM QUANDO................




UMA CRÓNICA DE FIM DE VERÃO... A FAZER LEMBRAR OUTRAS PRIMAVERAS !
A propósito do VIII Encontro dos Antigos Alunos do Externato Infante D.Henrique – Moimenta da Beira – que vai ter lugar a 15 de Setembro. 



1962 – 2012.
Foi há cinquenta anos!

Maio de 68 ainda vinha longe, mas estávamos em plena “crise académica” em Portugal, em finais de Março de 1962, tendo como cenário a situação já de guerra em Angola.
O Dia do Estudante, que era uso comemorar-se a 25 de Novembro (entre 1921 e 1961 – tendo como origem a “Tomada da Bastilha”, nome que em Coimbra se deu à tomada do Clube das Lentes, que eram as instalações dos professores), quis ser antecipado pelos estudantes da Academia de Lisboa para o dia 24 de Março de 1962, mesmo até à margem das “conversações” com as academias de Coimbra e Porto. E esse ficaria, definitivamente, o Dia do Estudante.
Aqui, socorro-me de um texto sintético publicado no blogue de “manuelgrilo” para se perceber a sucessão de acontecimentos: “E, mesmo sem autorização do Ministério da Educação Nacional, as comemorações iniciaram-se a 24 de Março de 1962. O regime respondeu com a sua brutalidade habitual. A cantina foi encerrada e a Cidade Universitária invadida pela polícia de choque, ignorando a autonomia universitária. Estudantes foram espancados e presos, desencadeando uma reacção de repúdio que levou a que fosse decretado o luto académico e a greve às aulas.
Marcelo Caetano era Reitor da Universidade de Lisboa e mediou uma solução negociada para o problema. Os estudantes voltavam às aulas, mas realizar-se-ia um segundo Dia do Estudante nos dias 7 e 8 de Abril. Assim fizeram os estudantes mas, chegada essa data, o Ministério voltou a proibir as comemorações. O Reitor sentiu-se desautorizado e demitiu-se. O luto académico foi reposto e os estudantes desceram do Campo Grande ao Ministério (então no Campo Mártires da Pátria) ao som do grito "Autonomia!".
A agitação continuou até ao fim desse ano lectivo, continuando a greve às aulas e repetindo-se confrontos entre estudantes e polícia em Lisboa, Porto e Coimbra. Em resposta, o Governo, demonstrando a sua habitual inflexibilidade, aprovou um decreto-lei que permitia ao Ministro da Educação proceder disciplinarmente contra os estudantes. Aplicando esses novos poderes, os dirigentes associativos foram suspensos e inúmeros estudantes presos. http://www.manuelgrilo.com/rui/artigos/crise.html “.    
                               
***** MOIMENTA DA BEIRA – SINOS A REBATE !
É nesse clima de agitação, não apenas dos estudantes,  que a população de Moimenta da Beira responde ao apelo do toque dos sinos a rebate, logo pela manhã de 2 de Abril de 1962. E todos correm para o Externato – estava ali o motivo da agitação. 



Não os estudantes contra os professores; certamente não contra o Ministério, nem  eventualmente contra a sua “política”; não é certo que houvesse alguma ligação à contestação universitária; e também não é certo que o protesto tivesse motivações políticas. É essa, pelo menos, a ideia de Rui Eduardo Alves – na época com 14 anos de idade. Se as houve, como admite Helena Dias  (http://inverno-em-lisboa.blogspot.pt/2008_05_01_archive.html  )   citando inclusive José Lucas – “Não podíamos andar nas ruas em grupos de mais de duas pessoas” – essas ter-se-ão verificado na sequência dos acontecimentos: “A PIDE andou em Moimenta da Beira a interrogar os contestatários que defendiam os arcos do edifício”.
Foi esse exactamente o nó da questão. Um edifício de arquitectura moderna e com uma fachada em arcos, à semelhança do Palácio da Alvorada, em Brasília, ideia que o Pe Bento da Guia havia trazido de uma recente viagem ao Brasil. Ai Jesus, um projecto “brasileiro” que não agradou ao regime português. Por isso, os arcos da fachada deveriam ser destruídos. Os estudantes souberam das intenções pelo empreiteiro contratado para o serviço – diz Rui Eduardo. E revoltaram-se, naturalmente, “pois eram os arcos que conferiam maior beleza ao edifício do Externato”. E desde o início tiveram o apoio dos populares. Tal como de Óscar Niemayer – o arquitecto de Brasília – que mais tarde escreveu a Bento da Guia a elogiar o edifício. 



A atitude “expectante” da GNR evitou confrontos e os arcos permaneceram até os ânimos serenarem. Mas a exigência da modificação manteve-se e Bento da Guia  esteve mesmo na iminência de ser preso, pois em Setembro desse ano as obras ainda não tinham sido feitas. E a solução foi desfigurar a fachada com a construção de um muro de metro e meio de altura junto aos arcos. À distância e perante a renovação que hoje se nota, talvez tenha sido a solução mais acertada e de maior visão. O dia 2 de Abril de 1962 foi perpetuado em 15 de Setembro de 2007: 



Que os antigos alunos, neste seu VIII encontro, possam reflectir sobre tudo isto – não sem se interrogarem a propósito dos actuais caminhos do ensino e da educação. Como fizeram os universitários em 1962, sem medo de enfrentar o regime vigente. 



NOTA: --- Fotos do autor ( Edifício do Externato ) e de 

========== 

António Bondoso, 8 de Setembro de 2012.



sexta-feira, 7 de setembro de 2012

«Desporto» - CDR na divisão de honra?

Moimenta da Beira e Farminhão disputam lugar na Divisão de Honra a 16 de Setembro 

A partida entre Moimenta da Beira e Farminhão, inicialmente marcada para o próximo dia 9, vai ser disputada dia 16. 
A decisão sobre quem vai disputar a Divisão de Honra 2012/13, foi adiada em uma semana e o encontro vai-se realizar no Estádio Municipal de Castro Daire.
 
Ambas as equipas poderão vir a jogar na Divisão de Honra esta temporada, uma vez que subsistem as dúvidas em torno do futuro do Sporting Clube de Lamego. Caso se confirme a desistência dos lamecenses, em tempo útil, CDR Moimenta da Beira e AGD Farminhão irão jogar no escalão maior do futebol distrital viseense.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

«Divulgação» - ExpoDemo


É a primeira edição da “Expodemo”, mostra de actidades, produtos e serviços da região”, com a maçã como cabeça de cartaz. O certame vai realizar-se de 21 a 23 de Setembro nas áreas públicas que rodeiam o edifício dos Paços do Concelho. A organização é da Câmara Municipal de Moimenta da Beira.

Três dias de festa, três palcos e três concertos. Tudo com animação de rua contínua, tasquinhas de gastronomia regional ancorada em sabores de maçã, provas de vinho, concursos de maçã, exposições, expositores, graffiters a trabalharem ao vivo, esculturas de ferro artisticamente ‘casadas’ com maçãs, vários chefs de cozinha a confeccionarem em simultâneo receitas de maçã e um sumptuoso desfile músico-teatral (com dezenas de participantes, entre actores e figurantes, e uma orquestra dixie) criado e inspirado na história fantástica e mitológica do fruto mais antigo do mundo, desde Adão e Eva à contemporaneidade.
 
O desfile é da “Acert” e terminará no palco principal em frente aos Paços do Concelho para dar lugar à “Orquestra Aeminium” e ao espectáculo musical “40 anos de canções, 16 emoções”, um momento surpreendente que se estabelece em canções emblemáticas dos festivais da RTP e numa viagem áudio-visual por acontecimentos de memória de Moimenta da Beira e do mundo.
 
A “Expodemo” tem ainda momentos de homenagem a duas personalidades marcantes: Cartageno Ferreira, engenheiro agro-pecuário com uma vida dedicada a Moimenta da Beira, e Vítor Ferreira, acordeonista que já correu mundo com mais de 40 anos de carreira.
 
“A Expodemo, que será uma feira/mostra de actividades, produtos e serviços desta região, constituirá mais um elemento de reforço das dinâmicas económicas regionais e culturais, contando com todos os melhores produtos, de toda esta região, num contributo para unir todos os agentes em torno de interesses e objectivos comuns”, explica José Eduardo Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Moimenta da Beira.
 Fonte: CMMB

quarta-feira, 5 de setembro de 2012


DE VEZ EM QUANDO... 

PENEDO DA FONTE SANTA. PÊRA VELHA - MOIMENTA DA BEIRA.





PENEDO  DA  FONTE  SANTA
(Onde a paisagem se perde no horizonte ...e onde a tranquilidade
da contemplação nos eleva a uma dimensão mística).

Há uma pedra que chora
Lágrimas de pouca água
Mas dizem que basta uma gota
Para mudar quem lá for.
Santa... já reza a lenda
Sobre quantos lá passaram
Mesmo não tendo molhado
Do rosto todos os olhos.
É do musgo ou é da chuva
Será da pedra granito?
Parece que vem de longe
Embalada pelo vento
Bate sempre no desgaste
E fica uma concha pequena
Onde um dedo se mergulha
Esperando que valha a pena !
============
AB.2011.


terça-feira, 4 de setembro de 2012

«Educação» - Concurso para 16 professores AEC

Estão abertos, durante os dias 5, 6 e 7 de Setembro, no sítio da internet da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação (http://www.dgrhe.min-edu.pt), vários procedimentos de selecção de 16 técnicos para assegurar o desenvolvimento de várias Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC) nas escolas do 1º ciclo do ensino básico na área do Município de Moimenta da Beira, em regime de contrato de trabalho em funções públicas, cuja duração é válida desde a sua assinatura até ao dia 30 de Junho de 2013.

Os candidatos deverão consultar o aviso publicitado aqui no site do Município (www.cm-moimenta.pt) para posterior formalização da candidatura obrigatória no site da DGRHE (http://www.dgrhe.min-edu.pt).

Consulte aqui os documentos  AVISOjornal.pdf e  proposta 2012-2013.pdf

Fonte: CM MB

«Cultura» - Livro defende “Serra de Leomil”



É a maior e mais alta serra do concelho e da região, mas a sua designação está envolta em polémica há décadas. Aquilino Ribeiro teimou em chamá-la sempre “Serra da Nave”, provocando a ira de leomileneses ilustres e barristas para quem aquela serrania sempre foi a “Serra de Leomil”.
Na década de 50, José Francisco Pereira, professor em Moimenta da Beira, na condição de porta-voz do descontentamento leomilense, faz a defesa da “Serra de Leomil” em inúmeros artigos que acabariam publicados em livro que intitulou “Leomil e a Serra de Leomil”. A primeira edição esgotou-se rapidamente e a obra cai no esquecimento.
Seis décadas depois ressurge em segunda edição por iniciativa da Casa do Povo de Leomil, apoiado pela Junta de Freguesia de Leomil e Câmara Municipal de Moimenta da Beira.
O lançamento decorre este domingo, 9 de Setembro, às 16h00, no Largo do Outeiro, Leomil, dia em que se celebram na vila as festividades em honra do Senhor dos Passos.
Na cerimónia de apresentação do livro vão intervir José Abel Aguiar, presidente da Casa do Povo; António Macedo, presidente da Junta de Freguesia; José Eduardo Ferreira, presidente da Câmara Municipal; e Jaime Ricardo Gouveia, historiador e investigador do IUE, de Florença, Itália.
O autor de “Leomil e Serra de Leomil” nasceu em 1895 na aldeia de Vidual de Baixo, Pampilhosa da Serra e faleceu em Moimenta da Beira em 1970. Estudou em Lisboa e Vila Real onde concluiu o curso do Magistério Primário com 20 valores. Depois, exerceu as funções de professor do ensino primário em Sambade, Granjal, Vila Nova de Paiva, Cabanas de Viriato, Lisboa, Vila da Rua e, por fim, Moimenta da Beira.
Publicou “Os Três Órfãos” (1927), “Anjos e Demónios”, “A Mulher de Amanhã” (1955) e "Leomil e Serra de Leomil" (década de 50). Conhece-se ainda dele a edição póstuma de uma colectânea de poemas intitulada “Os Meus Versos Pobrezinhos”, editada pela família em 2001.
O historiador Jaime Ricardo considera que “Leomil e Serra de Leomil” “é inequivocamente, de todas as que se lhe conhecem, a obra portadora de mais lustro. Escrita de forma escorreita mas assertiva, demonstra toda uma cultura e sapiência na arte de manejar as palavras e de lhes dar simultaneamente um cunho profundo, de quem está no assunto como peixe na água, e um estiramento de trazer à tona uma pluralidade de assuntos que concertam uma clarividência em abono de uma putativa verdade. Uma verdade acerca da riqueza e estatuto histórico de Leomil, hoje vila, outrora concelho e ainda antes Couto”. 

Fonte: CM MB

domingo, 2 de setembro de 2012

«Crime» - Incendiário agride GNR no posto

Um homem, de 49 anos, foi anteontem (sexta feira, 31 de Agosto) detido pela GNR de Moimenta da Beira por suspeita de ter sido o autor de um incêndio florestal que deflagrou em Baldos, naquele concelho. O detido, natural de São João da Pesqueira, agrediu à cabeçada um militar da GNR quando estava a ser identificado no posto.

O homem foi apanhado por populares, que o retiveram até a GNR chegar. Tinha um isqueiro e tabaco de enrolar, material com o qual terá ateado um fogo que não atingiu grandes proporções devido à pronta intervenção de moradores e dos bombeiros.
O suspeito foi levado para o posto, onde deu uma violenta cabeçada num militar, de 34 anos, que foi suturado com três pontos nos lábios. O agressor também foi assistido no centro de saúde.
O incendiário, que já tem antecedentes criminais, foi ontem entregue à Polícia Judiciária de Vila Real.

Fonte: Correio da Manhã