A agricultura continua a ser uma das bases da economia. Segundo Paulo Figueiredo, Moimenta da Beira produz "entre 15% e 20% de toda a maçã portuguesa" e, juntando os concelhos vizinhos, a região ultrapassa "metade da produção nacional". Para João Silva, presidente da Cooperativa Agrícola do Távora, existe "margem para crescer", mas defende uma política que permita "modernizar os pomares, aumentar a dimensão das explorações e dar mais segurança ao investimento". O problema maior é "encontrar quem queira continuar a produzir".
Na viticultura, 80% dos produtores que entregam uvas na cooperativa têm "mais de 70 anos" e, apesar de serem a maioria, produzem "menos do que os restantes 20%", que trabalham "áreas maiores e mais modernizadas". A falta de mão de obra sente-se na apanha da maçã e nas vindimas. A cooperativa mantém "102 trabalhadores durante todo o ano" e já integrou trabalhadores estrangeiros. João Silva sustenta que, "hoje, uma cooperativa tem de ser uma empresa".
A fixação dos jovens atravessa a discussão. Moimenta transformou o concelho em área de reabilitação urbana, criou incentivos ao empreendedorismo e mantém cursos técnicos superiores profissionais com o Politécnico de Viseu. Mas Fruticultura e Viticultura, o curso mais ligado à economia local, está entre os menos procurados. João Xavier, presidente da Assembleia Municipal, diz que "os municípios criam condições, mas não conseguem responder sozinhos a problemas de fiscalidade, acessibilidades ou coesão". É aqui que o IC26 regressa ao princípio da conversa.
Fonte: JN.pt
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