quarta-feira, 9 de junho de 2010

«Região» - PSD Viseu diz que socialistas criam problemas de «mangas de alpaca»

Os deputados do PSD eleitos por Viseu reuniram com o presidente da Câmara Municipal de Sernancelhe e com todas as forças vivas do município, na sequência das visitas que têm vindo a efectuar aos concelhos do distrito.

Diversas questões foram abordadas com destaque para a segurança, educação e formação, crescimento económico e saúde.

No domínio da segurança “persistem as difíceis condições em que se encontra instalada a GNR de Sernancelhe, para já não falar da falta de três efectivos, que representam 20% a menos, situação incompatível com o aumento da criminalidade e insegurança no Concelho”, considera o deputado Almeida Henriques.

No capitulo da educação os sociais democratas rejeitam “o principio definido pelo Governo de encerramento de todas as Escolas abaixo de 20 alunos, medida que condena à desertificação algumas das Freguesias, há que haver discriminação positiva de Concelhos como este que visitámos, estes encerramentos só poderão ser efectuados em estreita concertação com o Município e com a conclusão de infra-estruturas que permitam alguns fechos”.

No domínio da captação e fixação de empresas, Almeida Henriques considera haver “necessidade de medidas de discriminação positiva que permitam criar riqueza e fixar Pessoas, situação que não tem preocupado este Governo”.

“Visitámos também o Centro de Saúde, num Concelho onde se verifica o mesmo problema que denunciámos em Penedono e que também afecta uma boa parte do Concelho de Moimenta da Beira, a drenagem de doentes para o Hospital de Vila Real, com maiores custos e incomodidade para os doentes”, disse o deputado adiantando que “o anterior Ministro da Saúde, Correia de Campos, sempre garantiu a estas populações que, apesar das divisões administrativas, os doentes continuariam a ser canalizados para o Hospital de Viseu, por ser o mais natural e, diremos nós, lógico e mais barato”.

Almeida Henriques considera que “esta questão das credenciais, esta “guerrinha” entre ARS Norte e Centro, não passa de uma questão burocrática que devia ser tratada entre serviços, nem notícia deveria ser”.

“Deputados do Partido Socialista, Governador Civil, vêm a público tratar estes problemas como se de uma questão complexa se tratasse, lançam uma grande fumarada sobre um assunto que, ao verificar-se, só denota a incompetência dos serviços para tratar duma questão de secretaria; que interessa ao utente se é a ARS Centro ou Norte que paga, afinal de contas é o dinheiro dos nossos impostos que está em causa, o cidadão não entende estas questões”, acusa o deputado do PSD eleito por Viseu.

“Soubemos depois da visita que o representante do Governo no Distrito veio fazer uma declaração solene a dar como resolvido o problema, que grande coisa!

Só esperamos que ao tratar do problema dos doentes de Penedono não se tenha esquecido dos de Sernancelhe e de Moimenta da Beira. De facto, quando não há mais nada para oferecer aos viseenses, criam-se problemas de “mangas de alpaca” para depois se vir cantar vitória, não há mesmo nada para fazer para os lados da Alberto Sampaio”, remata Almeida Henriques.

Fonte:ViseuMais

«Saúde» - População de Penedono Pode Escolher Hospital

A população de Penedono já pode escolher entre o Hospital de S. Teotónio (Viseu) ou o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (Lamego/Vila Real) sem ser penalizada. Esta a notícia avançada, ontem, segunda-feira, pelo governador civil de Viseu, Miguel Ginestal, que anunciou ainda o pagamento aos bombeiros deste concelho das facturas de transporte de doentes por liquidar.

Concertada entre as estruturas de saúde do Norte e do Centro, a decisão põe fim à indignação dos utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que se queixavam de ter de andar mais de uma centena de quilómetros para ir a Vila Real, quando Viseu fica muito mais perto, apenas porque a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) deixou de pagar o transporte aos bombeiros.

O governador civil, que se fazia acompanhar do presidente da Câmara Municipal de Penedono, Carlos Esteves, garantiu que sempre que os utentes de Penedono sejam referenciados pelo seu centro de saúde para cuidados hospitalar em Viseu ou Vila Real/Lamego, "as despesas inerentes, como o transporte em ambulância, serão suportadas pelos referidos hospitais".

Caso as despesas de saúde sejam geradas por decisão dos hospitais, terão de ser estas unidades a suportá-las "aplicando-se o princípio do prescritor/pagador".

A hipótese de os hospitais passarem a prescrever menos, nomeadamente quando se trate de tratamentos continuados, para evitar ter de pagar a conta, em prejuízo dos utentes, é recusada por Miguel Ginestal que garante que tal não acontecerá.

"O hospital de Viseu tem uma relação muito próxima com os doentes, nomeadamente os de Penedono".

Situações semelhantes registadas em Moimenta da Beira e Sernancelhe, que tal como Penedono passaram a ter problemas com pagamentos do transporte aos bombeiros, a partir da integração na ARSNorte, no início de 2009, não estiveram em cima da mesa nesta reunião. "É minha convicção, e estou convencido disso, que para situações semelhantes existirá o mesmo tratamento", disse o governador civil de Viseu.

Fonte: JN

terça-feira, 8 de junho de 2010

«Arqueologia» - Alminhas: pequenos altares


Para melhor compreendermos os elementos apresentados nas imagens – três alminhas – é indispensável ler o texto, que se segue, do Senhor Júlio Rocha e Sousa acerca da Alminha de Freixinho, uma das freguesias do concelho de Sernancelhe:
“As Alminhas são padrões de culto aos mortos, construídas em variadíssimos materiais onde sobressai, por qualidade e quantidade, o trabalho em pedra.
Na parte fundeira destes trabalhos em cantaria, normalmente em forma de nichos, pintavam-se painéis de almas no Purgatório. Na parte superior destes painéis com nuvens e Anjos, figuravam a Santíssima Trindade, Cristo Crucificado, a Virgem Maria, Santo António, S. Miguel com a balança e tantas outras figuras de Santos.
As Alminhas mais trabalhadas, mais ricas de pormenor abrigam-se em capelinhas ou pequenas caixas telhadas, de amplas edículas com grade de ferro, algumas de digno valor artístico.
Foi o decreto sobre o Purgatório que o Papa Pio V lembrou aos fiéis que existe e que as almas retidas nele, são julgadas pelo sufrágio dos fiéis e particularmente pelo aceitável sacrifício do Altar. Mandava o Santo Concílio que os Bispos se esforçassem para que a doutrina sobre o Purgatório ensinada pelos padres fosse acreditada, motivada e em todos os lugares pregada pelos fiéis de Cristo.
Esta doutrina motivou muitos artesãos e artistas na criação de inúmeras Alminhas, que hoje vemos espalhadas pela nossa região e por todo o País. As Alminhas são pequenos e simples monumentos de piedade religiosa, erguidas quase sempre aos caminhos rurais e muitas delas também junto às nossas estradas nacionais.
As Alminhas têm na nossa religião um alto significado religioso e muitas delas indicam os caminhos vicinais que conduzem aos grandes Santuários e suas velhas romarias, como as da Nossa Senhora dos Remédios em Lamego, Nossa Senhora da Lapa em Sernancelhe, Nossa Senhora dos Caminhos junto ao Sátão e tantas outras, que por muitas, não as podemos mencionar. (…)”
Para terminar, acrescento ao descrito que estes pequenos altares, em maior número no Norte e Centro do território nacional, constituem autênticos testemunhos da religiosidade das nossas gentes merecendo, concerteza, a sua preservação e valorização.

Autor: José Carlos Santos

domingo, 6 de junho de 2010

«A História da Nossa Terra» - As 52 amas de leite da Roda de Moimenta da Beira

É comum ouvir que antigamente as pessoas viviam muitos anos, que os jovens apenas iniciavam a sua convivência sexual depois de celebrado o casamento, que a violência é um fenómeno recente e que as sociedades antigas eram muito mais regradas. A história mostra que isso é mentira. Como errada é a ideia de que a assistência social aos pobres, aos desvalidos e aos desprotegidos é uma coisa dos nossos dias. Não é. Não apenas várias associações confraternais foram criadas nas eras passadas com objectivos assistenciais como ainda por parte da cúspide do poder político, nacional, regional e local foram decretadas e postas em marcha uma plêiade de medidas nesse campo. Um dos mecanismos surgidos na Época Moderna no campo do combate ao infanticídio e protecção à infância, foi a criação do ofício das amas de leite e as rodas, objectos existentes em determinados edifícios que serviam para “expor” ou “entregar” crianças enjeitadas. Sobre eles centrar-se-à este artigo.
O costume de abandonar crianças à porta de famílias endinheiradas na tentativa de que as criassem, foi prática rotineira desde os tempos mais remotos. Porém, nalguns casos, essa acção foi fatal, pois conhecem-se casos em que os bebés eram devorados por cães esfomeados que pela ruas vagueavam. O que motivava os pais a abandonarem os filhos em determinadas portas era a esperança de nunca perderem rasto à criança, o que não aconteceria na roda.
A primeira “roda de expostos” de que há notícia já estaria em movimento em 1188 na cidade francesa de Marselha. Em Portugal, existiram desde cedo inúmeras rodas em determinadas casas, conventos e outras instituições religiosas, sendo a sua existência reconhecida pelo poder político e objecto de medidas legais. Em regra, as Câmaras Municipais tinham os seus “Regulamentos dos Expostos”, cabendo-lhes suportar as despesas com as rodas, as amas de leite, curativos e funerais. Daí que muitas delas, na escassez de meios, entregassem as crianças a rodas de outros municípios. Porém, foi pelo cunho de D. Maria I e Diogo Inácio de Pina Manique (fundador da Casa Pia em 1781) que a roda foi revestida de algum oficialismo.
A exposição frequente, que decorria do elevado índice de nascimentos, legítimos e ilegítimos, baseava-se na esperança ou desejo de que a criança fosse cuidada e criada. A pobreza, a miséria e o produto de uma relação ilegal eram geralmente as razões que ditavam a entrega dos recém nascidos, a que se somavam outras de ordem social moral e económica.
As Casas da Roda não eram fixas, mudando de sítio ao longo do tempo, tal como aconteceu em Moimenta da Beira. Funcionavam durante todo o dia, muito embora a maior parte dos bebés fosse entregue no decorrer da noite, para que não se descobrisse a identidade dos progenitores. Era essa a grande vantagem das rodas: estimulava a prática da “exposição” em detrimento do infanticídio, garantindo a sobrevivência da criança num processo sigiloso que salvaguardava o anonimato dos pais. Um pequeno sino assinalaria a presença da criança que faria a mulher “rodeira” girar a roda e proceder à sua recolha no interior. Essas instituições tinham sempre prontas várias mortalhas, já que algumas das crianças eram expostas sem vida.
Em regra, os bebés eram depositados com um enxoval, alimentos, objectos ou símbolos mágico-religiosos e pequenos bilhetes com indicações ou recomendações como o nome com que deveriam ser baptizados. Após a recolha das crianças era-lhes atribuído um número e recebiam um nome, normalmente do santo ou santa que se venerava nesse dia. Os mais debilitados, temendo-se que falecessem, eram de imediato baptizados. Em circunstâncias normais ficariam à guarda da Casa da Roda até serem entregues a uma ama de leite.
As amas de leite eram pagas pela Câmara. A disponibilidade ou não de mulheres para o exercício deste ofício variava consoante os municípios. Na falta delas, chegou-se a conceder benefício aos seus maridos, tais como isenções de impostos e de serviço militar. Para suprir a escassez de amas, alguns municípios chegaram mesmo a comprar gado para a obtenção de leite.
A figura da ama de leite não era apenas um ofício usado nos contextos sociais e económicos referidos. A ama interna era, na Europa Central, a solução preferida nos meios da nobreza e da grande burguesia, tal como se pode visualizar no quadro que apresento de Charles Beaubrun, feito por volta de 1640, que representa o futuro Luís XIV e sua ama de leite (encontra-se em Versalhes no Musée National du Château et des Trianons). Ter ama possibilitava à mãe uma maior liberdade para a prossecução das suas tarefas quotidianas, além de que a vida conjugal não era afectada por uma abstinência sexual durante o largo período da aleitação. À época, acreditava-se que as relações sexuais corrompiam o leite, o que colocava o homem perante duas soluções: buscar amores clandestinos ou arriscar e pôr em causa a vida do filho. Talvez por isso muitas mulheres enjeitassem a aleitação.
A aleitação que ultrapassasse os motivos assistenciais, não era uma prática por todos aceite. Francisco da Fonseca Henriques, médico de D. João V, escrevera no Socorro Delphico: “[...] lastima he que a pomposa vaidadeda gente preza esta maravilhosa obra da divina providencia, negando contra os dictames da razão, e contra as leys da mesma natureza, a seus filhos o proprio leyte […] entregando-os a amas”. A maior parte dos tratados médicos referiam que para ser ama de leite uma mulher dever-se-ia livrar das “payxoens de animo porque viciam tanto o leite que causam acidentes epilepticos nos meninos”. Por imperativos de ordem moral, as amas deveriam ser casadas. As relações sexuais estavam-lhe interditas durante o aleitamento. Todavia, não o cumpriam, pelo que algumas foram expulsas. Mas este ofício não trazia apenas desvantagens. Entendia-se que a boa criação dependia do leite, o leite do sangue e o sangue da comida, pelo que muitas das amas satisfariam as carências alimentares de muitos anos, talvez de uma vida.
Através de um rol da Câmara Municipal de Moimenta da Beira, não datado, mas que presumo ser do século XIX, sabe-se que eram 52 as amas de leite a quem a autarquia pagava a aleitação. Algumas residiam fora do concelho. Este número expressivo faz presumir uma alta taxa de natalidade e sobretudo uma alta taxa de “enjeitamento”. Se a exposição de crianças advinha de relações proibidas tal apontará ainda para uma alta taxa de ilegitimidade. Seguem-se as amas segundo a sua residência: Moimenta – Rosa Joaquina; Maria Jorge; Ana Barradas; Maria da Conceição; Maria Matilde; Ana da Conceição; Umbelina de Jesus; Maria Gesta; Leonor do Nascimento; Josefa Jesus; Aldeia – Margarida Baptista; Luísa Maria; Maria da Assunção; Arcozelo – Maria Teresa; Rosa Carlota; Gertrudes Maria; Baldos – Piedade Pereira; Matilde Rosa; Beira Valente – Maria Pereira; Antónia Pereira; Ana Cândida; Carapito – Maria Joaquina; Castelo – Luísa de Jesus; Vitorina do Carmo; Ana do Carmo; Ana do Carmo; Cabaços – Maria da Encarnação; Ana Gomes; Justina Rosa; Paradinha – Ana de Figueiredo; Ana Josefa; Ana da Encarnação; Maria Eufrásia; Penedono – Maria Lima; Ponte – Sebastiana Lourença; Teresa de Jesus; Rita Ferreira; Constança Rosa; Teresa de Jesus; Sarzedo – Maria José; Maria do Céu; Ana Machado; Maria Cardoso; Maria José; Cecília Rosa; Tabosa – Rita Sousa; Toitão – Ângela Angelina; Josefa Maria; Maria Delfina; Vilar – Umbelina de Jesus; Maria Rita; Maria Carolina.

Autor: Jaime Ricardo Gouveia

Livros sobre rodas

Não será caso único, mas em Moimenta da Beira não há sítio onde se possa comprar um livro. Para colmatar essa falha há uma biblioteca móvel que vai percorrendo as aldeias do concelho. Muitos quilómetros, por entre serras e vales, para que os livros possam chegar à escolas da região.

No preâmbulo das viagens, os livros acomodam-se nas prateleiras do velho furgão. Ao volante da Biblioteca Itinerante segue Sónia Jesus que transporta uma preciosa carga destinada a fomentar o gosto pela leitura.

Para as crianças a chegada da biblioteca e a escolha dos livros são momentos de partilha.

Numa terra onde não há livrarias e a escola tem falta de recursos esta é uma boa solução diz a professora Cristina Ferreira da Escola de Leomil.

Em Moimenta da Beira, uma das muitas vilas onde não há livrarias, cabe a uma biblioteca móvel percorrer o concelho e levar o livro às aldeias do concelho.

Numa primeira fase a Biblioteca Itinerante de Moimenta da Beira, onde não há qualquer livraria, desloca-se às escolas e jardins-de-infância, mas o objectivo é alargar a sua área de influência também aos centros de dia e lares de idosos e tornar a leitura acessível a todos.

Para ouvir reportagem, Clique aqui!

sábado, 5 de junho de 2010

«Notícia» - Câmara recruta jovens para vigiar florestas

Está aberto um concurso para 28 jovens voluntários, disponíveis para colaborar em acções de vigilância à floresta do concelho, durante o período de 15 de Junho a 30 de Setembro, a troco de uma bolsa de 12 euros por dia.

Os interessados, que têm de ter entre os 18 e os 30 anos, devem inscrever-se no Gabinete Florestal da autarquia ou obter informações através dos números de telefone 935520111 ou 254520070 (extensão 125).

O período máximo de vigilância permitido é de 15 dias por cada jovem, que será substituído por outro, assim que se esgote a quinzena. O tempo de voluntariado diário não poderá ultrapassar as cinco horas e meia. O trabalho será sempre exercido simultaneamente por dois voluntários.

As actividades a desenvolver passam pela sensibilização das populações, vigilância móvel e fixa, limpeza e manutenção de parques de merendas, inventariação, sinalização e manutenção de caminhos rurais e acessos a pontos de água, apoio logístico aos centros de prevenção e detecção de incêndios florestais, inventariação e monitorização de áreas ardidas e espécies de animais e vegetais em risco.
Fonte: cm-moimenta.pt

sexta-feira, 4 de junho de 2010

DE VEZ EM QUANDO !

QUANDO OS JORNALISTAS SE DEIXAM (OU QUEREM MESMO) INSTRUMENTALIZAR.

Acontece todos os dias. E porque já é habitual, quase nem damos por isso.

Mas - como diz a canção - HÁ DIAS ASSIM !
Não me espanta a "cruzada" de certa comunicação social contra a força e o brilho do F.C. do Porto.
Espanta-me é que certos "órgãos" e certos "jornalistas façam e se disponham a fazer a mando dos seus "chefes", estranhas figuras num mundo dito normal.

Que título, que bomba, que manchete arranjou A Bola para o dia do anúncio do novo treinador dos azuis e brancos. Para uma "notícia" (?) no condicional e quase anónima, com muito poucas palavras, aquele "jornal" (?) titula que o F.C. do Porto não convenceu Jesus - mas depois nada confirma, nada afirma, e arranja uma "entidade" que terá contactado Jesus ( não o menino, que esse é puro) para uma mudança de ares.

Só anti-jornalismo? Não. É tudo o que queiramos significar como anti ! Da ética ao negócio, do ganha-pão de cada um ao verdadeiro profissionalismo.

Dói-me ver uma antiga referência do jornalismo português perder credibilidade a cada minuto que passa. Ai Vitor Santos !

Também me espanta o "entusiasmo" com que o Conselho Deontológico abraça certas situações, ignorando praticamente outras - bem mais graves - só pelo facto de umas renderem mais impacto, como o tema dos gravadores que envolveu um deputado.

Temos um Sindicato que se pretende auto-transformar em Ordem, mas que não é capaz de transmitir aos seus associados um clima próximo da verdade, da tranquilidade, da transparência de processos, de "ordem".

Quando se entra numa "guerra", e antes de tomar partido, é preciso estar na posse de todos (ou no máximo possível) os indicadores. Não só para alinhar na contenda, mas sobretudo para saber que há uma saída possível e sem mancha.

Mas os manipuladores da comunicação social querem tudo! Provocar as guerras, entrar nelas e quase sempre aos zigue-zagues e, por fim, sair de cena como se nada fosse. Querem ser mais políticos do que os políticos, mais polícias do que as polícias, mais professores do que os educadores, mais empresários do que os patrões, mais economistas do que os próprios, mais médicos do que aqueles que verdadeiramente o são !

Quando tudo querem ser...não passam de "fantoches". Sempre a mando de alguém.

A inversa também não deixa de ser verdadeira! Mas é um assunto para outras linhas. Como o caricato que é ter já dois primeiros-ministros (embora só um viaje por enquanto)...ou como o grave que é fazer tábua rasa da Constituição, caso do sr ministro das finanças. Jorge Miranda já o escreveu, mas parece ninguém ter notado. Estamos num plano cada vez mais inclinado. Sabemos apenas isso e pouco mais. Não há rumo, não há caminho - vamos indo a corta-mato!
E já nem a figura do Presidente da República nos acalma. A sua eventual reeleição não pode estar acima dos interesses de uma Constituição que jurou defender!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Parque de Campismo vai ser concessionado por cinco anos

O complexo turístico da Barragem de Vilar, que inclui um parque de campismo e outro de caravanismo, piscinas, campos de jogos, bar e balneários, espaços de lazer, uma frondosa mata de pinheiros e uma estalagem com restaurante, vai ser concessionado a privados por um período de cinco anos. O concurso público já foi aberto pela autarquia e a base mínima de licitação é de 36 mil euros.

Inaugurado há oito anos, depois de um investimento de um milhão de euros, o complexo turístico é muito procurado nos meses de verão, não apenas pela qualidade e beleza da estrutura, mas também pelo seu espaço envolvente, verdejante, que tem nas proximidades o espelho de água formado pela albufeira da barragem, construída na década de sessenta.

E enquanto a concessão não é atribuída, o equipamento será utilizado e fruído, durante este mês de Junho, pelas crianças do ensino pré-primário do concelho. Tudo depois de obras de manutenção e limpeza efectuadas recentemente pela Câmara Municipal. Fonte: www.cm-moimenta.pt

terça-feira, 1 de junho de 2010

"Saúde" - PCP questiona Governo sobre encerramento do SAP

O grupo parlamentar do PCP questionou o Governo sobre o encerramento, a partir de hoje, do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) de Armamar, que considera levar a “graves prejuízos para a população”.

Desde hoje, o centro de saúde funciona diariamente das 08:00 às 24:00 horas, deixando de ter serviço de urgência.

Para o PCP, a situação é “incompreensível”, porque a despesa que a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte passa a suportar com o funcionamento entre as 20:00 e as 24:00 “vai ser mais elevada do que a parte que lhe cabia no protocolo” que tinha com a autarquia e Fundação Gaspar Manuel Cardoso.

“Aquele protocolo previa que os custos decorrentes do funcionamento do SAP do centro de saúde de Armamar seriam repartidos por estas três entidades, de modo a atenuar os gastos que a ARS Norte considerava serem incomportáveis para assumir sozinha a manutenção do serviço 24 sobre 24 horas”, recorda.

Segundo o PCP, “até ao momento não se conhecem as razões da denúncia pela ARS Norte do referido protocolo, conhecem-se sim as consequências”.

“Esta é mais uma machadada do Governo na qualidade de vida das populações do distrito, constituindo-se como um grave fator de aceleração do processo de desertificação deste concelho e dando substância à denúncia feita pelo PCP de que o Governo tem na manga o encerramento da maioria dos SAP dos centros de saúde do distrito”, lamenta.

Nesse sentido, no requerimento o PCP pergunta “qual a razão que levou a ARS Norte a pôr termo ao que aparentemente funcionava bem”.

Contactada pela agência Lusa, fonte do gabinete de assessoria da ARS Norte remeteu explicações para um comunicado, segundo o qual o encerramento do SAP de Armamar ocorreu no âmbito da reforma dos cuidados de saúde primários.

O centro de saúde de Armamar tem inscritos 7.019 utentes, para quatro médicos de família, sendo que no período entre a meia-noite e as 08:00 atendia, “em média, um doente por noite”.

Segundo a ARS Norte, os cuidados de saúde procurados no SAP de Armamar, “na sua generalidade, podem ser resolvidas pelos médicos de família do mesmo centro de saúde, no âmbito da consulta dos utentes ou por intersubstituição”.

Por outro lado, os utentes que acorreram ao SAP “em situações de verdadeira urgência”, foram depois “reencaminhados para os serviços de urgência hospitalares”.

A ARS explica que, a partir de hoje, “eventuais casos urgentes ou emergentes terão adequada resposta nos Serviços de Urgência das Unidades Hospitalares do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (em Lamego ou Vila Real), bem como no Serviço de Urgência Básico de Moimenta da Beira”.

Fonte: http://www.ionline.pt