quarta-feira, 13 de outubro de 2010

«Cultura» - Música antiga na igreja de Vila da Rua

Moimenta da Beira abre o ciclo de concertos da “Temporada 2010/2011 de música antiga no Douro”, com a actuação do duo de guitarras “Baltar Cassola” este domingo, 17 de Outubro, às 17,30 horas, na igreja matriz da Vila da Rua. A entrada é livre.
A organização é da “TurelTCR – Desenvolvimento e Promoção do Turismo Cultural e Religioso”, a que se associou a autarquia de Moimenta.
O evento insere-se no projecto “Douro Religioso: Visitar, Conhecer e Reconhecer”, que visa aprofundar o conhecimento sobre o património religioso do Douro, material e imaterial, conjugando o conhecimento com a qualificação da visita turística e notoriedade turística desse mesmo património.
Com a temporada 2011 de música antiga, composta por 18 concertos em outros tantos municípios durienses, os organizadores pretendem também dinamizar o património religioso do Douro, atraindo turistas e população local para a descoberta da música antiga nos espaços religiosos emblemáticos do Douro.

Fonte: CM Moimenta da Beira

«Educação» - ASSOCIAÇÃO DE PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE MOIMENTA DA BEIRA

Calendarização Eleitoral

ASSOCIAÇÃO DE PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE MOIMENTA DA BEIRA


Início do processo eleitoral para os anos lectivos 2010/2011 e 2011/2012
Dia 6/10/2010

Afixação da calendarização e de informações várias.


De 6/10/2010 a 13/10/2010

Entrega das listas concorrentes no Gabinete do Sr. Director do Agrupamento


14/10/2010 a 27/10/2010

Afixação das listas na escola sede e demais estabelecimentos de ensino do agrupamento

Dia 28/10/2010

Eleição e Assembleia-geral


Moimenta da Beira, 5 de Outubro de 2010
Presidente da Assembleia Geral

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

«Desporto» - AF Viseu

Divisão de Honra:

(clique na imagem para ampliar)
 Fonte: ZeroZero.pt

domingo, 10 de outubro de 2010

«Igreja» - Alvite, Leomil e Sever têm novos padres

Dois novos padres assumiram no domingo, 3 de Outubro, as paróquias de Alvite, Leomil e Sever. A gestão religiosa das três freguesias será partilhada ‘in solidum’ pelos dois sacerdotes: Bráulio Manuel Félix Carvalho e António Jorge Gomes Giroto.
As nomeações aconteceram porque em Leomil o cónego António de Sousa Pinto pediu para ser dispensado, devido à idade e à freagilidade da sua condição de saúde, e em Alvite e Sever, o padre João Carlos Costa Morgado foi também dispensado para poder prosseguir os estudos de doutoramento em Teologia, ao mesmo tempo que era ainda nomeado director espiritual do Seminário de Resende. O pároco acumula também funções de assistente nacional da Obra Kolping e mantém-se como director do Museu e Arquivo Diocesanos.

Fonte: CM Moimenta da Beira

«Arqueologia» - Os cruzeiros: autênticos testemunhos de religiosidade popular


Tal como as alminhas, intimamente associadas a um percurso espiritual (Calvário, Via-Sacra, Caminho de Peregrinação), a antigos rituais, tradições, crenças, superstições e até mesmo práticas mágicas, os cruzeiros constituem autênticos testemunhos de religiosidade popular e é também com alguma abundância que os encontramos, no concelho moimentense, junto de igrejas e capelas, nos cemitérios, em encruzilhadas, à beira de caminhos, assim como em locais de encontro e de referência da vida diária das nossas gentes.
Em pedra (embora raramente surjam também em madeira) e de várias dimensões (sendo muito frequentes entre os 3 e 5 metros de altura), são estruturalmente formados por uma plataforma (base) de alguns degraus (habitualmente três), de feição quadrangular, octogonal, triangular, poligonal ou circular, sobre a qual se ergue um pedestal, quadrangular ou cúbico, com fuste (coluna) coroado por um capitel sobre o qual assenta a cruz. Esta, normalmente apenas uma e numa só peça, é o elemento mais importante do monumento, aquele que lhe dá o nome e, como o fuste, pode assumir um recorte redondo, quadrangular ou octogonal, imitando, por vezes, o tronco de uma árvore e conter ainda (no caso dos mais elaborados artisticamente) os seguintes elementos decorativos e figurativos:

• Jesus crucificado (ver imagem I) é a figura mais característica com variantes na expressão, na colocação das mãos e dos pés, na vestimenta. Aparece na face anterior orientada ao caminho principal.

• As ferramentas utilizadas na crucificação de Jesus ou objectos relacionados com a Paixão: o chicote, a coroa de espinhos, o martelo, os pregos, as tenazes, etc.

• Virgem representada com o corpo morto de Jesus nos braços (Pietà); com o coração atravessado por um ou vários punhais (tradicionalmente sete, recordando os momentos mais dolorosos da sua vida); com os dedos cruzados sobre o peito; em atitude orante; com a criança nos braços; entre anjos; dando o peito ao filho, etc. Aparece geralmente na face posterior da cruz.

• O Espírito Santo, Santos e Santas (São João, São Tiago, São Francisco, Santa Luzia, etc.), Anjos, o Demónio, Adão e Eva e o Pecado Original.

• A morte representada por uma caveira geralmente acompanhada de dois ossos cruzados (imagem I).

• Figuras não religiosas, simbolizando por exemplo a Agricultura, a Justiça, etc.

• Inscrições com o nome de quem erigiu ou mandou erigir o monumento, a data da sua edificação, etc. Por exemplo, no pedestal do cruzeiro do Largo do Mártir, em Paradinha (ver imagem II), é possível identificar uma inscrição com as siglas IHS que significam Jesus.

1 Nalguns casos, acompanhados de uma mesa e/ou altar.


José Carlos Santos

sábado, 9 de outubro de 2010

Acácio Augusto Cardoso Gouveia

O Dr. Acácio Gouveia nasceu em Caria em 17 de Setembro de 1900 e faleceu em Lisboa em 17 de Dezembro de 1974. Era filho do Prof. Joaquim Cardoso Andrade Gouveia e de D. Olinda Gouveia e irmão do Prof. Doutor Jaime de Gouveia. Casou com D. Maria José Antiaga. Foi ainda cunhado, por via da sua irmã, do presidente da Câmara Prof. Luís de Carvalho e Almeida. Foi uma figura destacada na oposição a Salazar e ao seu Estado Novo.

Ingressou na Escola Normal Primária de Habilitação ao Magistério Primário Superior de Vila Real, de onde saiu professor. Cursou, depois, Letras, na Universidade do Porto. Dirigia, por então a revista literária Húmus. Na qualidade de professor do ensino primário e técnico profissional viria a dirigir o jornal pedagógico O Professor Primário. Ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, destacando-se logo como dirigente académico, segundo noticiara o Jornal Academia Portuguesa, edição de 1 de Fevereiro de 1933. Pelo que dele se colhe, foi presidente da Assembleia Geral e simultaneamente da Junta Directiva da Associação Académica. Fora nesse enquadramento de dirigente estudantil de proa que chegara à direcção do Jornal Académico A Garrocha. Enquanto cursava Direito, sublinhe-se, Acácio Gouveia exercia o magistério na Casa Pia.

Representou o professorado de Viseu no conselho federal da União dos Professores Primários, e foi secretário do Ministro da Instrução Pública, António Abranches Ferrão, entre 7 de Julho e 22 de Novembro de 1924, e vogal da comissão de livros e programas do mesmo ministério. Em 1942, devido à sua actuação política, nas fileiras da oposição, seria afastado da docência.

Exerceu, depois de formado, a profissão de advogado em Lisboa e aí manteve um escritório durante muitos anos na Rua do Ouro, n.º140. Durante esse período esteve lado a lado com figuras proeminentes da luta anti-salazarista, nomeadamente Mário Soares, chegando a pertencer ao Partido Cristão Democrático. Nunca fora socialista, disse-o Mário Soares, que lhe conhecia a matriz dos tentâmes da alma. Era, ao invés, republicano moderado. Em 1945, candidatou-se a deputado da Oposição ao Governo de Salazar.

Participou sempre nas campanhas eleitorais realizadas depois de 1945, nomeadamente na defesa das candidaturas da oposição às eleições presidenciais de 1949, 1951 e 1958. Em 1951 apoia Quintão Meireles como candidato à presidência da República, gesto copiado por vários outros, entre os quais, Aquilino Ribeiro.

Em Março de 1957, foi um dos 72 advogados de Lisboa e do Porto que assinaram uma representação ao Ministro da Presidência pedindo «um inquérito à PIDE e também um dos primeiros signatários da exposição enviada ao presidente da República no dia 1 de Outubro, explicando os motivos pelos quais a oposição não se apresentava a sufrágio». Nesse mesmo ano unem-se a um grupo de jovens intelectuais ex-comunistas como Mário Soares, Tito de Morais, Ramos da Costa, Salgado Zenha, F. Piteira Santos e Manuel Mendes.

Em 1958, figurou lado a lado com outros republicanos oposicionistas das Terras do Demo, nomeadamente Ernesto de Paiva Gomes, Aquilino Ribeiro e Faustino Guedes Gomes, no apoio à candidatura a Presidente do General Humberto Delgado, forte oposicionista da política de Salazar. Na freguesia de Leomil, fraudes e caciquismos não entraram, tendo aí o General Humberto Delgado sido o mais votado.

Na sucessão da fraude eleitoral que levou Humberto Delgado a perder as eleições, um grupo de conspiradores, militares e civis, reuniu-se na tentativa de acabar com o regime de Salazar. Decorreu na madrugada de 11 para 12 de Março de 1959 e ficou conhecido como o golpe da Sé, assim chamado porque os conspiradores reuniram na Sé Patriarcal de Lisboa. Saldou-se num fracasso, já que a PIDE/DGS descobriu a intentona conseguindo matá-lo à nascença, prendendo 44 pessoas. Entre os implicados, 23 foram a tribunal. É então que sobressai Acácio Gouveia como defensor de alguns dos encausados, processo no qual participou também, como defensor, Mário Soares. Acácio Gouveia foi advogado de defesa de Raul Marques, Henrique Febrero de Queirós e Hélder Pereira da Silva.

Acácio Gouveia tinha uma forte admiração por Aquilino Ribeiro. Consta que terá sido um dos primeiros a participar no processo de fiança por processo movido a Aquilino quando da publicação do livro Quando os Lobos Uivam.

Foi ainda, esta personagem, um dos principais responsáveis do Movimento da Unidade Democrática – MUD que haveria de ditar um interrogatório pidesco seguido de prisão. Pelas suas ideias e actividades políticas chegou, portanto, a ser preso, corria o ano de 1961. Acácio era acusado de crime contra a Segurança do Estado. Em 1965, aparece de novo entre os candidatos da oposição à Assembleia Nacional e cinco anos volvidos, em 1970, sucedeu ao Eng. Cunha Leal, falecido em 1970, no cargo de presidente do Directório da Acção Democrata-Social, a ala conservadora das oposições ao Governo de Salazar.

Em 1960 participou da Comissão Executiva para a Comemoração do cinquentenário da República. Foi vogal, em 1961, do Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados. Foi director e vice-presidente da Direcção do Montepio Geral e vice-presidente da assembleia-geral da Ordem dos Advogados e vice-presidente da assembleia-geral dos Banco Português do Continente e Ilhas e do Atlântico. A sua condição de grande accionista deste banco instaurou-lhe um pleito pessoal com alguns dos seus correligionários que pretendiam a nacionalização do referido banco. Acácio dormitava nalgumas reuniões políticas, pelo que não se terá apercebido que o programa do MUD contemplava tal medida que o próprio, sem saber, assinara.

Quem assinara o programa do MUD fora também, curiosamente, Adriano Moreira, o qual que viria a ser o poderoso ministro do Ultramar e actual presidente da Academia das Ciências. Tendo como patrono Jaime de Gouveia, estagiou no escritório de seu irmão Acácio, antecâmara da resistência. Aí conheceu várias das figuras oposicionistas de destacada militância contra o Estado Novo que por lá passavam.

Em 6 de Fevereiro de 1961 o Presidente da República, Almirante Américo Tomás concede uma audiência à comissão de oposicionistas que a tinham requerido em 28 de Janeiro do mesmo ano, da qual Acácio Gouveia fazia parte, juntamente com Azevedo Gomes e Eduardo Figueiredo. Foi um dos subscritores do Programa para a Democratização da República, documento elaborado no seu escritório, onde também se fez a sua apresentação pública, em Maio de 1961. Foi, por isso, detido, julgado e condenado a alguns meses de prisão. Foi de novo candidato às eleições legislativas de 1965, ano em que assinou, com Mário Soares, António Macedo, Carlos Cal Brandão, Raul Rego, Zenha, Gustavo Soromenho, Vasco da Gama Fernandes, Helder Ribeiro e outros, um Manifesto ao País e representação ao Presidente da República dos candidatos da Oposição Democrática às eleições para a Assembleia Nacional de 1965.

Em 1974, pouco antes de falecer, aderiu ao Partido Popular Democrático (PPD). Pugnou sempre pela garantia das liberdades fundamentais dos cidadãos portugueses e pela realização de eleições justas e de verdadeira representatividade.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

«Sensibilização» - Campanha de adopção de cães do canil municipal

Está em curso uma campanha de sensibilização para a adopção de cães do canil municipal, destinada às crianças e jovens do concelho. A iniciativa é da Câmara em colaboração com o Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira.
A acção inclui um concurso de desenho/pintura para os alunos do pré-escolar ao segundo ciclo, cujos trabalhos podem ser enviados até ao dia 18 de Fevereiro de 2011 (ver regulamento AQUI).
“O objectivo é dar a oportunidade aos jovens de mobilizarem práticas que respeitem os direitos dos animais, dos cães em particular, e de serem portadores desses valores e contribuir para a transformação da sociedade no domínio específico desta problemática”, explica o vice-presidente da autarquia, Francisco Cardia.
As acções a implementar no terreno “pretendem ainda fazer aumentar as adopções de cães actualmente residentes no canil municipal, de maneira a evitar a sobrelotação e o recurso ao abate”, acrescenta o autarca.

Fonte: CM Moimenta da Beira

«Agricultura» - Adega estima seis milhões de litros de vinho

Centenas de viticultores da região de Moimenta da Beira já entregaram a colheita de 2010 à adega da Cooperativa Agrícola do Távora. Até ao fim da vindima, prevista para o fim-de-semana de 16 e 17 deste mês de Outubro, cerca de 1100 agricultores deverão entregar as uvas à adega de Moimenta, que com elas produzirá depois os afamados vinhos e espumantes Terras do Demo.
A operação de transporte teve início no dia 23 de Setembro e estima-se que a vindima resulte em cerca de seis milhões de litros de vinho de diversas qualidades.
O transporte é feito às primeiras horas do dia e ao longo de quilómetros (às vezes algumas dezenas) em carrinhas de caixa aberta e tractores carregados com as tinas cheias de uvas.

Fonte: CM Moimenta da Beira

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

DE VEZ EM QUANDO !


Ainda a República...

Podia ter sido assim. Em vez do vermelho e verde - cores defendidas nomeadamente por Afonso Costa, António José de Almeida e Teófilo Braga... o azul e branco mereciam a confiança de Guerra Junqueiro, António Arroio e Sampaio Bruno.
Os primeiros entendiam o verde e o vermelho como as cores originais da revolta portuense de 31 de Janeiro de 1891...enquanto os segundos afirmavam que o azul e o branco não representavam a monarquia - antes significavam a nacionalidade e a liberdade !
Talvez o caminho tivesse sido diferente...com menos escolhos.