Ao todo, abrange 15 municípios: Sernancelhe, atravessando depois Moimenta da Beira, Tarouca, Lamego, Peso da Régua, Mesão Frio, Baião, Amarante, Felgueiras; irá chegar ao Minho através de Guimarães, e daí poderá seguir para Braga, Vila Verde, Ponte de Lima, Paredes de Coura e Valença, segundo informação partilhada em Diário da República a 12 de junho.
Muito mais do que uma peregrinação religiosa, o Caminho de Santiago está a transformar-se também num produto turístico. Esta certificação vem reconhecer o património cultural e natural que lhe é associado. Ao longo do percurso, há vários pontos históricos para conhecer, entre monumentos religiosos e não só, que revelam a presença de peregrinos e viajantes desde a época medieval.
Sé de Lamego, a capela de São Sebastião, o túmulo de São Gonçalo, o Mosteiro do Pombeiro, a Catedral de Braga e a ponte de Ponte de Lima são alguns dos exemplos.
Segundo o governo, esta rota tem “relevância nacional e internacional, elementos de referência que conferem ao itinerário uma multiplicidade de pontos de especial interesse, essencialmente pelo seu valor histórico, cultural, geográfico, paisagístico e territorial”.
Certificar uma rota como um dos Caminhos de Santiago, precisa sempre de uma investigação que consiga provar que esse caminho é feito desde a idade média. Neste caso concreto, para o Caminho de Torres, especialistas necessitaram de fazer algumas pesquisas históricas, para encontrarem fundamentos para a certificação. Entre diversos vestígios arqueológicos e textos históricos prestou-se especial atenção ao relato de um peregrino medieval chamado Torres Villarroel, que também dá nome a este itinerário. Estão presentes outros testemunhos históricos como os caminhos trilhados por São Gonçalo nos séculos XII-XIII.
Se está a pensar fazer o Caminho de Santiago, ou tem essa ideia antiga de um dia o fazer, esta é provavelmente uma boa oportunidade para começar a fazer planos.
Fonte: NIT