sábado, 14 de agosto de 2010

DE VEZ EM QUANDO !



ESPINHOS...

O castanheiro, frondoso

Marca a diferença na mata ao fundo do vale.

Mais ao lado fica o Tedo

Um fio de água corrente que chega cansado ao Douro.

Entre a sombra do castanheiro

E essa ribeira seca

Vivem seres dos mais estranhos

Rasteiros e deslizantes que se escondem entre as folhas

Fossudos e cabeçudos barulhentos quanto baste

Ou então de som matreiro

Como o lobo e a raposa.

Astúcia acima de tudo para além do natural

Na mata vive um país roído por muitos males

Seu remédio duvidoso não só tarda

É ilusão

Dos que choram e se lamentam à sombra do castanheiro

Sem ouriços sem espinhos

Um sonho eterno guardado.

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Agosto 2009

AB.

1 comentário:

António Andrade disse...

Gostei muito...
Palavras que nos levam em viajens quase imaginárias mas com tanta vida para quem teve a sorte de esse tempo viver...(para outros tempos sim)...os tempos da verdade da vida e da natureza,da vontade de viver o dia seguinte com tanta vontade como o de ontem ou o de amanha.
O bom da vida está a desaparecer por nossa culpa e apatia...