quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

«Distrito» - Viseu perde 64 milhões em PIDDAC

Menos 64 milhões de euros, mais coisa menos coisa. É este o valor retirado pelo Orçamento de Estado de 2010, apresentado anteontem na Assembleia da República, ao distrito de Viseu, em comparação com o do ano anterior.
A verba inscrita em PIDDAC para este ano ronda os 6,685 milhões, contra os 70,699 milhões de 2009. Uma quebra percentual acima dos 80 por cento, bem superior aos 24,5 por cento da média nacional. Mais: entre os 17 distritos do país, o de Viseu encontra-se no 13.º lugar entre os que menos verba vêm comtemplada no Orçamento de Estado - pior só os de Viana do Castelo, Portalegre, Bragança e Beja.
A passagem de algumas rubricas para outras componentes do Orçamento de Estado pode ajudar a explicar este corte que terá sido efectuado em todas as regiões do país. Mas não é menos verdade, que o Orçamento de Estrado traduz o discurso do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, quanto à necessidade de cortar na despesa pública para travar o défice.
Numa análise concelho a concelho, entre os 24 municípios do distrito de Viseu, nota de destaque para o facto de Armamar, Nelas, Tondela, Tarouca, Oliveira de Frades, Penedono e Vouzela não terem qualquer verba inscrita em PIDDAC. Nos restantes concelhos, oito viram aumentada a dotação (Cinfães, Lamego, Moimenta da Beira, Resende, São João da Pesqueira, São Pedro do Sul, Sernancelhe e Vila Nova de Paiva) e os restantes desceram em comparação com as verbas inscritas em 2009.
Entre os oito municípios que subiram a dotação, o de São Pedro do Sul é o que tem uma "fatia" maior, pois tem inscrito mais de dois milhões de euros, para construção do centro de saúde. Segue-se o de Mortágua com mais de um milhão de euros, sendo a maior "fatia" (cerca de 800 mil euros) para a construção da Escola 2,3 Dr. José Lopes de Oliveira.
No que diz respeito à capital do distrito, o corte é acentuado: dos cerca de 3,5 milhões de euros no ano passado, passou agora para 190 mil euros, sendo que ainda está inscrita verba (80 mil euros) para a construção do Arquivo Distrital, projecto que se arrasta de PIDDAC em PIDDAC há vários anos.
Relativamente a 2009, foi retirada dotação no valor de 1,250 milhões de euros para a requalificação do Estabelecimento Prisional do Campo.
Numa análise sectorial às verbas inscritas em PIDDAC no distrito, constata-se que a aposta está na saúde, solidariedade e educação.

Documento virtual
A quebra de dotação no PIDDAC não constitui uma surpresa para o presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas.
O aurtarca e presidente da Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP), sustentou que, actualmente, este é "mais um documento virtual" que "tem servido para muito pouca coisa".
"Ninguém respeita o PIDDAC", enfatizou, adiantanto que "há coisas que se colocam, depois tiram-se, depois voltam a colocar-se". "Se ele fosse cumprido, ainda valia, mas assim perdeu todo o interessse e credibilidade", salientou o autarca social-democrata. (Fonte: DiáriodeViseu)

3 comentários:

Jaime Gouveia disse...

Enfim.... mais do mesmo. Contra o interior... e a favor de Lisboninhas enfeitadas de injecçào de capital... Já vinha a regionalizaçào já!!!!!

João Paulo disse...

Concordo contigo, Jaime!
A Regionalização era capaz de ajudar...


abraço,
joaomd

amitaf disse...

E depois dizem que "Lisboa é Portugal" o resto é paisagem.

Quando é que as vozes se levantam contra estas barbaridades ao Norte.

E claro os alfacinhas ficam todos enjoados com as "pronúncias do Norte" e ainda fazem pouco de nós,não é?

Se a capital fosse no Porto,nada destas coisas aconteciam,assim têm a faca e o queijo na mão!!!!!

Não foi este ano que Viseu perdeu,Viseu e arredores já "perdem" à muitos anos.

Saudações